Agroindústria de Bragança recebe incentivo com o Selo Artesanal Vegetal da Adepará

Governador Helder Barbalho participou de cerimônia de certificação de farinha d´água. Registro de produtos artesanais vegetais oportuniza desenvolvimento econômico no nordeste do Pará.

12/05/2022 16h20 - Atualizada em 12/05/2022 18h59

O Pará conta com mais uma agroindústria certificada pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), a "Farinha do Grande", localizada no município de Bragança, região nordeste do estado. A entrega da certificação foi realizada nesta quinta-feira (12), dentro da agenda oficial pelo governador Helder Barbalho.

As agroindústrias certificadas recebem as inspeções rotineiras e o acompanhamento de agentes da Adepará. Esse trabalho contínuo assegura a manutenção da qualidade dos produtos produzidos pelos estabelecimentos certificados. Na área vegetal, a única Agência de Defesa que possui selo de inspeção é a Adepará, garantindo padrão de qualidade do produto paraense. 

“Trata-se de mais uma oportunidade de desenvolvimento econômico para a população do município de Bragança”, disse o governador Helder Barbalho, durante a cerimônia de entrega do novo selo.

O produtor Damião Carolino Martins foi agraciado com o Certificado Artesanal Vegetal número 0028, da Adepará. Sua propriedade rural situa-se na Travessa Santo Antônio dos Soares, na rodovia Bragança/Cacoal. Atualmente, sua agroindústria produz 90 sacas de farinha d´água, de 50 kg cada. Sua atividade agroindustrial abarca cerca de 15 famílias rurais, todas envolvidas desde o plantio e cultivo da mandioca até o seu beneficiamento.

O nome "Farinha do Grande" foi escolhido por ser o apelido de um dos irmãos, o Elizeu, e é como o produto é conhecido nas feiras e comércios de atacado de Bragança. A regularização da casa de farinha junto ao Adepará é um sonho realizado e com Indicação Geográfica, a "Farinha do Grande" está pronta para alcançar novos mercados. 

“Hoje entregamos mais um título de registro de produtos artesanais vegetais para uma agroindústria familiar, contribuindo significativamente para aumento da produção e geração de renda aos produtores. O trabalho desenvolvido pelo Serviço de Inspeção da Agência é fundamental para proporcionar abertura de mercados e assegurar a qualidade dos produtos obtidos e colocados à mesa do consumidor final”, disse na ocasião, o diretor geral da Adepará, Dr. Jamir Paraguassu Macedo.

A família Martins está na comunidade Santo Antônio dos Soares há várias gerações, e desde os 12 anos de idade, os irmãos Elizeu e Damião trabalham na lavoura de mandioca. Esse é o grande sonho dessa família que acredita na valorização da farinha e na força da agricultura familiar do estado do Pará, conta o produtor Damião.

Qualidade

A Portaria n°5314 regulamenta os procedimentos para autorização e operacionalização de casas de farinha em todo o estado do Pará, enquadradas nos critérios de produção artesanal e industrial, bem como para o registro do produto farinha de mandioca. No Pará, é a Agência que tem a competência das ações de educação, vigilância, inspeção, classificação, identificação e fiscalização dos produtos de origem vegetal.  

 A importância do selo da Adepará se justifica porque ele funciona como uma espécie de certificado de qualidade para o produto, portanto, uma garantia de que o consumidor está adquirindo um produto dentro dos preceitos da legislação para alimentos, explica o Hamilton Altamiro, engenheiro agrônomo e gerente de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Gipov) da Adepará.

“O nosso selo é sinônimo de segurança alimentar para a população, uma vez que a produção de farinha certificada passa a seguir orientações que vão desde infraestrutura do local, passando por controle sanitário e também destino dos resíduos. Ou seja, tudo para garantir que a população paraense possa consumir um produto de qualidade”, informa.

 A certificação é uma das iniciativas desenvolvidas pela Adepará articuladas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que visam atender a demandas econômicas, sociais e ambientais. Dessa forma, a Agência se compromete a ajudar a desenvolver uma sociedade mais justa e igualitária, por meio do cumprimento dos objetivos: “promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos” e “fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável”. 

 Agronegócio

Para receber o registro de produção artesanal, o produtor deve se adequar às normas estabelecidas pela Adepará, que preveem melhorias nas instalações, higiene na manipulação e transporte adequado dos produtos, dentre outras normas descritas nas Boas Práticas de Produção. 

Além de fiscalizar esses estabelecimentos e produtos, a Adepará passa orientações por meio de visitas técnicas para fazer com o que produtor se adeque às normas e, com isso, garantir que a população tenha acesso a um produto de qualidade.

Os produtores rurais que tiverem dúvidas ou que estejam buscando registrar sua empresa para que também possam comercializar legalmente sua produção em todo o estado do Pará e atestar a qualidade do seu produto, devem procurar o escritório da Adepará do seu município.

Por Manuela Viana (ADEPARÁ)