Secult leva Preamar do Patrimônio a estudantes e professores em Cametá

Foram três dias de programação com oficina, palestras, mesas redondas e uma visita técnica a pontos históricos do município 

28/04/2022 11h41 - Atualizada em 28/04/2022 12h17

Doutora em História e servidora da Secult, Ângela Leão conversa com alunos e professores, em CametáO município de Cametá, no Baixo Tocantins, recebeu uma programação especial do Preamar do Patrimônio, nos últimos dias 25, 26 e 27, iniciativa do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Dphac). O calendário contou com oficina, palestras, mesas redondas e uma visita técnica a pontos históricos da cidade. 

Voltada para alunos e professores de escolas públicas e estudantes de história da Universidade Federal do Pará (UFPA, campus Cametá), a ação foi uma parceria com a Prefeitura de Cametá, por meio do Museu Histórico do município e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Momento do projeto Preamar do Patrimônio, com ações de educação patrimonial, em Cametá A oficina “Diálogos com o Patrimônio” foi realizada com alunos da Escola Municipal Raimunda Bastos e teve o objetivo de formar multiplicadores da metodologia do Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, no município. Na sequência, o grupo se reuniu para montar o roteiro da visita técnica aos bens culturais, realizada no dia seguinte. 

O ponto de encontro foi o auditório da Semed e o grupo seguiu pelo Museu Histórico de Cametá, Escola Dom Romualdo de Seixas, Prefeitura Municipal de Cametá, Casa de Cultura, Igreja de São João Batista, Porto de Cametá e Instituto Nossa Senhora Auxiliadora.

Equipe da Secult, alunos e professores de Cametá em visita a locais de referência cultural na cidade"A Secretaria de Cultura está aqui, por meio do projeto Preamar do Patrimônio, desenvolvendo uma ação de educação patrimonial nas escolas. Nós fizemos um roteiro a partir do que os alunos colocaram como referências culturais deles e, agora, no último dia, tivemos uma roda de conversa sobre o patrimônio cultural para fechar a programação. Mas esse é apenas um primeiro momento, temos intenção de voltar, porque o trabalho de educação patrimonial é um processo contínuo", explicou a doutora em História, e servidora do Dphac, em Belém, Ângela Leão.

Para a professora Janete Borges, uma das participantes do roteiro, esse tipo de ação é fundamental, porque normalmente as pessoas não são ensinadas sobre o valor do patrimônio. "Assim, elas não se importam se está caindo, muitas acham que é só um prédio velho que deve ser usado para outros fins. Por isso, ver esses estudantes aqui se tornando multiplicadores dessas informações vai fazer com que essa geração seja diferente e cuide mais do nosso patrimônio histórico. Então, acho que isso deveria ser feito com muito mais frequência, porque as cidades são espaços educativos", pontuou. Ângela Leão: "a educação patrimonial é contínua"

Encerrando a programação, na quarta-feira (27), foi realizada a mesa redonda “Patrimônio Cultural e Sociedade: a importância da participação das comunidades para a construção da cidadania cultural e para a afirmação identitária e valorização do Patrimônio Cultural”, que contou com a participação da arquiteta e técnica em gestão cultural do Dphac, Ana Valéria Barros; da historiadora e técnica em Gestão Cultural do Dphac, doutora Ângela Leão; historiadora e professora da graduação e pós-graduação, da UFPA Cametá, doutora Benedita Celeste; do historiador e diretor do Museu Histórico de Cametá, Warllen Barros; e do geógrafo e professor da graduação, da UFPA Cametá, doutor José Carlos Cordovil.

A professora Benedita Celeste pesquisa sobre o patrimônio das comunidades tradicionais quilombolas e reforça a necessidade de experiências como essa para o compartilhamento de conhecimento. "É importante que a gente oportunize espaços para dar eco a essas vozes, para que essas resistências venham à tona. Isso também faz parte do patrimônio cultural, não só do município, mas de toda a região do Tocantins e da região amazônica", frisou.

"Foi um evento muito interessante, uma semente que foi lançada sobre a questão da educação patrimonial aqui no município de Cametá, onde podemos perceber a riqueza cultural e o interesse de muitas pessoas por esse tema tão importante. Cametá está de parabéns pela diversidade cultural que tem", comentou a técnica, Ana Valéria Barros.

"Essas pontes há muito tempo são uma necessidade, por isso, ficamos profundamente felizes com o resultado da ação aqui no município", completou Warllen Barros, diretor do Museu Histórico de Cametá.

Por Thaís Siqueira (SECULT)