Ophir Loyola irá conduzir pacientes com doença benigna da próstata para o Hospital Galileu

Encaminhamento será feito apenas de usuários em tratamento no HOL

25/01/2022 10h16 - Atualizada em 25/01/2022 10h38

Com mudança válida a partir do próximo dia 1° de fevereiro, Hospital Ophir Loyola deverá manter seu perfil de referênciaA partir do próximo dia 1° de fevereiro, os pacientes que aguardam pela realização de procedimento cirúrgico para tratar doenças benignas da próstata no Hospital Ophir Loyola, em Belém, serão atendidos pelo Hospital Público Estadual Galileu ( HPEG), localizado na rodovia Mário Covas. O HOL, que é Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Pará, ficará responsável somente pelos casos classificados como câncer de próstata, o perfil de referência.

Segundo a gestão, a decisão “é uma estratégia de enfrentamento ao câncer tomada em concordância com a Secretária de Estado de Saúde para estabelecer condições mais favoráveis à assistência dos usuários acometidos por tumores malignos da próstata”. A doença é o tipo de neoplasia maligna mais incidente nos homens paraenses, atrás somente do câncer de pele não melanoma. 

Durante o ano passado, o Hospital Ophir Loyola realizou mais de cinco mil consultas, 166 internações e 73 cirurgias na especialidade oncológica. Atualmente, atende 657 pacientes com câncer de próstata e novos casos devem surgir até o final do ano.

Em reunião com o representante do (HPEG), a diretora-geral Ivete Vaz, e o diretor clínico, João de Deus, trataram sobre o fluxo de atendimento ao paciente urológico benigno e entregaram uma lista com os nomes daqueles que esperavam pela cirurgia no HOL. A mudança permitirá sanar o problema de saúde tanto do paciente sem câncer quanto do oncológico, com mais brevidade. 

“As fases mais acentuadas da pandemia provocaram uma redução significativa do número de cirurgias de casos benignos devido ao elevado risco de contaminação e da necessidade de atender pacientes infectados pelo coronavírus. Além dos mutirões que já foram realizados aos finais de semana para retornar ao fluxo contínuo de procedimentos no ano passado, esta é mais uma ação em prol da população carente assistida pelo SUS”, afirma Ivete Vaz.

Os pacientes que compõem os casos benignos já começaram a ser contactados pelo Hospital Galileu. Eles passarão por consulta de reavaliação, em que serão realizados todos os exames pré-operatórios novamente, e entrarão na agenda daquela unidade de saúde. “Estamos considerando as necessidades atuais e futuras dos usuários, principalmente dos oncológicos, para que tenham acesso ao tratamento com mais rapidez e eficiência”, declara a diretora-geral do Ophir Loyola.

Serviço

Para dar início ao tratamento no Cacon, o paciente deve ser encaminhado via sistema de regulação com a biópsia comprovando câncer de próstata pela Unidade Básica de Saúde ou Secretaria Municipal de Saúde do Município de origem. Durante a primeira consulta no Ophir Loyola, o especialista vai definir a conduta terapêutica conforme o tipo e  extensão da doença. A escolha do tratamento depende do estágio do câncer e do estado do paciente.

Por Leila Cruz (HOL)