Corpo de Bombeiros ajuda no resgate de animais deixados nas enchentes de Marabá

Cães e gatos são abandonados no telhado de casas invadidas pelas águas. Animais são salvos com ajuda de bombeiros e voluntários

19/01/2022 09h36 - Atualizada em 19/01/2022 09h54

Com as enchentes do Rio Tocantins, em Marabá, sudeste paraense, muitos animais, como cães e gatos, foram abandonados ou se perderam de seus tutores. Uma ação articulada pelo projeto “Resgatando e doando com amor” e Corpo de Bombeiros de Marabá resgata e alimenta os animais, depois os encaminha para abrigos e lares provisórios. Na última terça-feira (17), a força-tarefa esteve na Avenida Pará, no bairro Santa Rosa, na Marabá Velha, uma das áreas atingidas pelas cheias. 

“Com o aumento de nível do rios, não só as famílias são atingidas, os animais sofrem muito com isso. A maioria dos animais são abandonados e estamos aqui para dar apoio na ação de resgate e alimentação dos animais”, explica o soldado Weverson Silva, do Corpo de Bombeiros de Marabá, que esteve na ação. 

Na Avenida Pará, a força-tarefa encontrou muitos animais nos telhados das casas, alguns deles estavam assustados e desnutridos. Quando a equipe não consegue resgatar o animal, deixa ração para alimentá-lo. Para conseguir realizar o trabalho, o projeto conta com ajuda de voluntários, que são mobilizados por meio das redes sociais. 

“Esse é o primeiro ano dessa trabalho, pois estamos em uma situação crítica, água nunca havia chegado a essa altura em 20 anos, e tivemos muitos pedidos de resgate e tivemos que tomar a frente. Nós já conseguimos pegar 30 gatos e contamos com o apoio do Corpo de Bombeiros para isso”, explica Cíntia Piedade, coordenadora do projeto. 

O Corpo de Bombeiros do Pará orienta aos tutores para que, no caso de enchentes, procurarem um lugar seguro para minimizar a ansiedade dos animais, levá-los com a família para abrigos ou casas de parentes. O animal deve ser impedido de beber água parada ou consumir alimentos estragados. Os tutores também precisam ter cuidado para não chegarem perto de tomadas elétricas ou fontes de energia.

Por Bruno Magno (CPH)