Polícia Civil avança as investigações sobre colisão na Ponte de Outeiro

Balsa suspeita de ter provocado a queda de um dos pilares da ponte sobre o Rio Maguari é localizada e passará por perícia técnica

18/01/2022 21h49 - Atualizada em 19/01/2022 02h39

A Polícia Civil do Pará instaurou inquérito para apurar o acidente que provocou a queda de um dos pilares de sustentação da ponte Enéas Martins, que liga os distritos de Icoaraci e Outeiro (em Belém), ocorrido na manhã da última segunda-feira (17). Logo após o acidente, policiais foram deslocados para a área e iniciaram averiguações e análise de embarcações que estavam próximas ao local.

Ainda no início da noite de segunda-feira, uma balsa foi localizada e apreendida no Rio Maguari, para ser submetida à perícia técnica pela Polícia Científica do Pará. O procedimento é necessário para identificar se há ligação da balsa com o dano causado à ponte.

A ponte está interditada enquanto prosseguem as investigações“Desde que tomamos conhecimento do caso instauramos inquérito policial e iniciamos as apurações de todos os fatos. Nossas equipes estão percorrendo as margens do rio, nas proximidades da ponte, para analisar algumas embarcações, o que resultou na apreensão de uma balsa para que a perícia fosse feita e o laudo emitido, o qual pode apontar se a balsa tem ligação ou não com o dano causado”, informou o delegado-geral de Polícia Civil, Walter Resende.

Ele também informou que “já ouvimos os tripulantes da embarcação, os quais negaram qualquer colisão com o pilar da ponte, além de estarmos ouvindo moradores da área para compor nosso trabalho investigativo, com total celeridade para conclusão do inquérito no prazo legal. Estamos atuando de forma integrada aos outros órgãos com agilidade, para amenizar os transtornos causados aos moradores do distrito”.

Investigação - A Polícia Civil realizou diligências nesta terça-feira (18) nas margens do Rio Maguari, com agentes da Delegacia de Polícia Fluvial, averiguando outras embarcações. As investigações prosseguem nesta quarta-feira (19), com a coleta de depoimentos de moradores da área. Se for necessário, novas diligências serão realizadas ao longo do rio para compor o inquérito, que tem prazo de 30 dias para ser concluído, período que pode ser prorrogado.

As diligências e todo o trabalho de investigação mobiliza uma força-tarefa coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), que monitora e gerencia as ações desenvolvidas pelo Estado para reduzir os impactos do acidente, principalmente na rotina da população.

Por Roberta Meireles (SEGUP)