Promoção de ações fitossanitárias para o cultura da soja foi prioridade da Adepará no ano de 2021

Agência executa a defesa sanitária na sojicultura paraense seguindo as diretrizes do Programa nacional de controle da ferrugem asiática

18/01/2022 11h16 - Atualizada em 18/01/2022 12h41

Dentre os programas coordenados pela Gerência de Programas de Pragas de Importância Econômica (GPPIE) da Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará), no ano de 2021, está o programa fitossanitário da cultura da soja.

A soja é o principal produto da pauta de exportação brasileira, e atingiu, em 2020, o volume recorde de 119,4 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Pará, a soja vem apresentando ritmo significativo de crescimento, expandindo sua área cultivada no período de 2010/2021, de 85,4 mil para 731,9 mil hectares, equivalente a 30% do total da área de lavouras, sendo a de maior representatividade dentre as culturas e com sua produção na safra 2020/2021 de 2,23 milhões de toneladas, com produtividade média de 3 toneladas por hectare em uma área plantada total de 731,9 mil hectares.

Para a safra 2021/2022, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produção de 2,35 milhões de toneladas. O volume representa um acréscimo de 5,3% em relação à safra anterior. A Conab também projeta um aumento de 3 % na área cultivada do grão. Com o resultado, o Pará deve se manter na 13º posição nacional entre os Estados que mais produzem a oleaginosa.

A produção paraense de soja compreende três grandes pólos produtores: o nordeste paraense (que abrange parte da região sudeste), de maior expressão, liderado pelo município de Paragominas; o do sul do Pará, tendo como principal município produtor, Santana do Araguaia; e o do oeste, conduzido por Santarém. Entre os municípios que tiveram destaques estão Paragominas, que colheu a maior área de soja do estado, com 179,6 mil hectares, 7,54% a mais do que a safra passada, e Santana do Araguaia, que apresentou aumento de área de 24,05%, segundo o IBGE. Diante da importância econômica do agronegócio para o Estado, já que no Pará, o complexo da soja constitui o principal item de exportação do agronegócio, representando cerca de 25% do valor exportado pelo setor, existe uma demanda muito significativa para a prevenção e controle das pragas que atacam a cultura.

Desse modo, a Adepará executa a defesa sanitária na sojicultura paraense, seguindo as diretrizes do Programa nacional de controle da ferrugem asiática da soja, assim como as demandas do Programa Estadual Fitossanitário da Cultura da Soja. Dentre as ações desenvolvidas, estão o levantamento fitossanitário de pragas na cultura da soja nos municípios produtores; cadastramento de propriedade/produtor/unidade produtiva de soja; inspeções fitossanitárias, para levantamento de ocorrência da praga, visando o monitoramento populacional e mapeamento de pragas; fiscalização do vazio sanitário; coleta e envio de amostras de vegetais com suspeita de praga para diagnóstico; capacitação de técnicos e produtores rurais sobre reconhecimento de pragas; métodos legislativos, entre outros.

Durante a safra 2020/2021, foram realizadas 1058 inspeções fitossanitárias em 764 propriedades de 34 municípios, nas regiões de integração.

Por Lilian Guedes (SEDOP)