Pecuaristas têm até 31 de dezembro para vacinar o rebanho contra a Febre Aftosa

A vacinação contra a febre aftosa segue até a próxima sexta-feira (31) com notificação até 10 de janeiro

28/12/2021 12h25 - Atualizada em 28/12/2021 12h36

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará) alerta os produtores rurais para o prazo final da segunda etapa da campanha de vacinação contra a Febre Aftosa do ano de 2021 que foi prorrogada até a próxima sexta-feira (31). Após dois pedidos de prorrogação atendidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), devido à falta de vacinas no estado, esse é o prazo final para que todo o rebanho paraense, com idade até 24 meses, seja imunizado.

A três dias do fim do prazo para a vacinação de bovinos e bubalinos, o Sistema de Integração Agropecuária (Siapec), disponibilizado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) registra 92,12% da população animal vacinada. Um total de 9.660.379 animais bovídeos foram imunizados, ultrapassando o índice vacinal preconizado pelo Mapa, que é de pelo menos 90%. 

Além de vacinar o rebanho, o produtor deve declarar a vacinação até o dia 10 de janeiro de 2022, via internet, por meio do Sistema de Integração Agropecuária (Siapec3), disponível no site da Adepará ou em qualquer escritório da Agência.

Para realizar a vacinação, o produtor deve adquirir a vacina em uma revenda cadastrada junto à Adepará. Com apenas uma dose de 2 ml, através da via subcutânea ou intramuscular, na região da tábua do pescoço (terço médio) do animal, o rebanho está imunizado. 

Febre Aftosa

A Febre Aftosa é uma doença de notificação obrigatória conforme o Código Sanitário para Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Instrução Normativa nº 50/2013 do MAPA.
A doença é causada por um vírus altamente contagioso, com impacto econômico significativo, acometendo principalmente os animais de produção como bovinos, suínos, caprinos, ovinos e outros animais, em especial os de cascos bipartidos (cascos fendidos). A doença é raramente fatal em animais adultos, mas pode causar mortalidade entre os animais jovens.

Segundo a OIE, a gravidade da enfermidade está relacionada à facilidade com que o vírus pode se disseminar. Portanto, o uso da vacinação preventiva é obrigatória e fundamental para bovinos e bubalinos,

Cobertura vacinal

A campanha integra o Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (Pnefa), destinado a alcançar a cobertura vacinal preconizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em bovinos e bubalinos. Além da melhoria econômica, o Pnefa exige análise dos cenários e esforços das iniciativas públicas e privadas para que, até 2026, a vacinação contra a doença seja suspensa em todo o país.

Por Lilian Guedes (SEDOP)