Sedeme tem ampla participação no festival "Tempero de Origem"

Secretaria atuará, até este domingo (19), por meio de atendimentos a empreendedores paraenses, abordando as oportunidades de crédito disponíveis e também sobre cooperativismo e incentivo à exportação

18/12/2021 21h32 - Atualizada em 18/12/2021 22h03

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) teve importante participação no primeiro dia de programação do festival Tempero de Origem, evento realizado pelo Governo do Pará por meio das secretarias de Cultura (Secult), de Turismo (Setur), Sedeme, em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Pará (Abrasel), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Unama e apoio da construtora Leal Moreira.

Em sua segunda edição, o festival foi pensado para estimular o empreendedorismo alimentar paraense e evidenciar os atrativos da cultura alimentar do Pará, em uma ação que fomenta o turismo, a cultura e a sustentabilidade.

Na abertura do festival, que ocorreu no início da tarde deste sábado (18), o secretário adjunto da Sedeme, Carlos Ledo, representando o titular da pasta, José Fernando Gomes Júnior, destacou a importância da parceria da secretaria com os demais órgãos e instituições que promovem o festival. “Gostaria de parabenizar a todas as secretarias que realizam este evento e em especial à equipe da Sedeme que está colaborando com mais esta grande e importante realização do governo do Pará. A Sedeme estará sempre apoiando eventos como este, que estimulam o desenvolvimento econômico do nosso estado”, disse o Ledo.

Na programação, a Sedeme atuará, até este domingo (19), por meio de atendimentos a empreendedores de diversas regiões do estado, falando das oportunidades de crédito disponíveis e também sobre cooperativismo e incentivo à exportação.

Apoio

 No evento, produtores de mel, pimenta, beiju, queijo, entre outros produtos do município de São João de Pirabas, estão participando como expositores graças a uma articulação da Sedeme, da deputada Paula Gomes e do município, que começou em uma reunião na Secretaria e resultou em uma visita técnica aos produtores locais, ocorrida neste mês de dezembro.

Na visita, que contou com a participação de instituições que compõem o Fórum Estadual de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas, a equipe conheceu toda a diversidade de produtos locais, o que foi percebido como oportunidade para o festival logo em seguida.

“Provavelmente, sem a Sedeme, talvez não estivéssemos aqui, por isso é uma grande satisfação estar participando desse festival gastronômico aqui na capital. Queremos agradecer essa parceria importantíssima do Estado, que vem dando oportunidade para o nosso município, principalmente na questão do desenvolvimento econômico. A gente acredita no potencial que tem o nosso município, mas acredita também em grandes parcerias como essa firmada com a Sedeme para poder estar participando desse festival gastronômico”, detalhou o secretário de Turismo de São João de Pirabas, João Barbosa.

O mel de São João de Pirabas já é um dos produtos mapeados pelo Fórum de Indicação Geográfica, em um trabalho coordenado pelo Governo do Estado que tem tido êxito nesta gestão. “A partir desta gestão, a gente percebe que os produtos da agricultura, dos pequenos produtores deram um salto, tanto em termos de qualidade quanto em termos de espaços de comercialização, oportunidades de negócios e a gente tem essa experiência a partir da farinha de Bragança. Quando a gente iniciou o processo da indicação geográfica da farinha de Bragança, a gente não tinha nenhum tipo de estrutura que nos orientasse para a adequar ou construir a casa de farinha, não havia um padrão para a qualidade da farinha de mandioca no estado, e isso, neste governo mudou muito rápido”, explica Karine Sarraf, coordenadora do Fórum de IG e extensionista rural da Emater de Augusto Corrêa.

Segundo ela, o Estado obteve importantes avanços nessa área nos últimos anos. “Não havia uma instrução normativa no caso da farinha de Bragança, mas agora já temos oportunidades de regularizar os nossos agricultores, com flexibilização da legislação, excelentes espaços de negócios, levando nossos produtos que têm Indicação Geográfica a esses eventos”, explicou.

Cacau e chocolate

Ainda na tarde deste sábado, a Sedeme também realizou uma palestra ministrada pela professora doutora em Tecnologia de Alimentos e coordenadora de Mercado do órgão, Luciana Ferreira, que tratou da cadeia produtiva do cacau e de toda a sua importância para a economia paraense e da Amazônia.

Luciana explicou em detalhes a importância de se trabalhar o cacau e chocolate ‘Origem Pará’, considerando a necessidade de fortalecer a imagem do cacau paraense no mercado externo, falou sobre a produção paraense do fruto - que é a maior do Brasil atualmente -, e explicou ainda de que forma a Sedeme pode apoiar negócios nessa área.

“Temos uma grande oportunidade de trabalhar cada vez mais o aprimoramento da qualidade do cacau produzido no Pará, uma vez que somos os maiores produtores do fruto no Brasil. Na Sedeme, temos uma importante ação voltada para o apoio ao desenvolvimento de negócios, por meio da política de incentivos, do crédito do produtor e de todo um conjunto de serviços de apoio a esses empreendimentos”, explicou Luciana.

Por Igor Nascimento (SEDEME)