Governo atua na prevenção da obesidade na terceira idade

Sespa e Seel desenvolvem ações de acompanhamento nutricional e de incentivo a atividades físicas específicas para idosos

18/12/2021 20h44 - Atualizada em 18/12/2021 22h36

Prevenir a obesidade é lutar por mais saúde e qualidade de vida para a população. Com o aumento de notificações de sobrepeso e obesidade na população idosa brasileira e do registro de 50% dos idosos paraenses com sobrepeso, o Governo do Estado avança com ações preventivas junto à terceira idade, por meio de programas desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) e pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel).

“É importante a compreensão do papel da nutrição, tanto precoce como tardia, no retardo ou modulação do processo de envelhecimento e na promoção do estado nutricional adequado para o idoso, que são dotados de peculiaridades, impondo a necessidade de mais atenção e preocupação com a saúde de modo especial, principalmente no que diz respeito à alimentação, que tão intimamente está associada aos novos padrões de morbidades”, ressalta o coordenador estadual de Saúde do Idoso, Amujacy Tavares Vilhena.

A Sespa, por meio da Coordenação Estadual de Saúde do Idoso e a Coordenação Estadual de Nutrição, realiza ações de acompanhamento do estado nutricional para idosos no Programa Territórios Pela Paz (TerPaz). Os focos das ações são dois extremos: o sobrepeso, que aumenta o risco de doenças crônicas, e o baixo peso, predispondo ao risco de infecções e mortalidade.

O acompanhamento nutricional envolve ações educativas de prevenção e promoção da alimentação saudável, mensurar dados de antropometria como o Índice de Massa Corporal e medidas de panturrilha que servem de referencial para avaliar perda de peso não intencional, condições nutricionais e fragilidades relacionadas a perda de massa muscular que podem levar a quedas. Se necessário, o idoso pode ser referenciado para a rede de atenção à saúde especializada que oferece os serviços de atendimento nutricional. 

A agente administrativa Antônia Matos, que completará 60 anos em janeiro, participou de uma avaliação nutricional durante ação do TerPaz, colocou em prática as orientações e já sente na pele os benefícios dos novos hábitos. 

"Com a avaliação, eu consegui saber que o meu índice de massa corporal estava bom e o meu peso também. Aprendi como me alimentar melhor e com mais qualidade, além de evitar o consumo de produtos industrializados e substituir por produtos e alimentos naturais. Eu não me importava muito com a atividade física, mas durante a consulta aprendi que ajuda muito. No momento, faço caminhada, reforço muscular e hidroterapia, que melhorou as dores musculares, ansiedade e depressão”, afirma Antônia. 

Programa Vida Ativa

Proporcionar à pessoa idosa, por meio de práticas esportivas e lazer, a integração, a ressocialização e a prevenção de doenças, além da reabilitação e a qualidade de vida, são os principais objetivos do programa “Vida Ativa”, desenvolvido pela Seel, que já conta com 1.800 alunos matriculados.

De acordo com estudos científicos, a atividade física reduz os níveis de pressão alta, açúcar no sangue e colesterol, sendo responsável pelo aumento dos níveis de endorfina, que atua como substância do prazer e diminui o estresse emocional, os níveis de cortisol sanguíneo e a obesidade. Os exercícios físicos podem ser grandes aliados também na prevenção do Acidente Vascular Cerebral (AVC).

 Índices de obesidade

Segundo o relatório público do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), da Sespa, a população idosa do Pará apresenta aproximadamente 11,6% de baixo peso, 38,4% dentro da faixa de normalidade (eutrófico) e 50% de sobrepeso de acordo com diagnóstico nutricional baseado no Índice de Massa Corporal (IMC).

No Brasil, de 2006 a 2019, cresceram os índices de obesidade e sobrepeso entre os idosos, segundo estudo conduzido por Laura Rodrigues, da Universidade Federal de Minas Gerais. A pesquisa utilizou dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), coletados pelo Ministério da Saúde. Participaram mais de 200 mil indivíduos com 60 anos ou mais, das 26 capitais e do Distrito Federal.

Por Giovanna Abreu (SECOM)