Procuradoria-Geral do Estado promove treinamento de primeiros socorros

05/12/2018 00h00
Por Redação - Agência PA (SECOM)

 

Servidores da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) receberam informações e treinamento básico para prestar primeiros socorros a vítimas de traumas ou doença súbita. Os participantes aprenderam técnicas de atendimento pré-hospitalar, como manter as funções vitais e evitar o agravamento do estado de saúde, até a chegada de profissionais qualificados ao local do ocorrido. A capacitação, realizada na segunda-feira (3), foi conduzida pelo cabo Oliveira, do 1o Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar.

Os assuntos abordados variaram desde o uso correto do extintor de incêndio e placas de sinalização ao procedimento para cada ferimento ou condição específica, como queimadura, fratura e parada cardiorrespiratória. Ao final da explicação, os participantes praticaram técnicas de verificação de sinais vitais, imobilização de membros, desobstrução das vias aéreas e massagem cardíaca. Eles foram alertados que as técnicas não substituem o tratamento por um profissional especializado, mas devem ser realizadas em situações emergenciais enquanto o auxílio adequado não chega para levar a vítima ao hospital.

Para Maria Clara Azevedo, coordenadora administrativa da PGE, é essencial que os servidores tenham conhecimentos básicos sobre segurança, principalmente porque o prédio da instituição está localizado em um sítio histórico. Em média, 400 pessoas procuram diariamente a Procuradoria.

Segundo o cabo Oliveira, o equilíbrio emocional é a principal diferença entre um profissional treinado e um leigo, pois é preciso avaliar a segurança pessoal e da vítima ao prestar os primeiros socorros, além de usar material, preferencialmente, de proteção ao socorrer alguém, como luvas e máscaras, que devem estar no local de trabalho à vista de todos. Agir rapidamente é essencial, mas é preciso respeitar limites e auxiliar dentro da capacidade e conhecimento de cada um.

Primeiros passos – Para um atendimento inicial adequado é preciso avaliar o local do acidente e o estado da vítima; verificar se a vítima está consciente, se está respirando normalmente (a partir de observação de movimento do tórax e abdome) e se há hemorragia; checar a dilatação das pupilas (pupilas dilatando de forma desigual pode indicar trauma na cabeça); temperatura corporal (baixa temperatura pode indicar que a vítima está em choque, sinalizando para uma hemorragia interna) e a pulsação. Também é indicado apalpar delicadamente para localizar possíveis ferimentos.

Queimaduras – Em vítimas de queimaduras é preciso lavar o local apenas com água corrente e mantê-lo resfriado, e retirar roupas e acessórios com cuidado, pois a parte do corpo afetada tende a inchar. Caso a queimadura ocorra nos dedos, envolver cada um individualmente, separando-os, para que não grudem entre si. Se a queimadura for muito extensa, envolver a vítima com uma toalha úmida.

Fraturas – É possível identificar se há fratura quando o membro apresenta deformidade, inchaço e perda da função motora (a vítima não consegue movimentá-lo). Em caso de fratura exposta, quando o osso rompe a camada da pele, não tentar colocá-lo para dentro. O correto é colocar a pala paralelamente ao membro a ser imobilizado e envolver com atadura, para evitar movimentos e agravar a lesão.

Hemorragias – Em caso de hemorragia, tentar conter o sangramento até a chegada de socorro e, se possível, elevar a parte do corpo acima do nível do coração para dificultar o bombeamento do sangue até o local. Hemorragias internas podem se identificadas pelo surgimento de manchas roxas na pele, vômito com sangue, pele fria, ansiedade, sede e perda da consciência. Nesse caso, as técnicas de primeiros socorros são limitadas, e deve-se buscar atendimento médico imediatamente. Enquanto isso, colocar compressas frias ou sacos de gelo no local em que há suspeita de hemorragia, pois o frio contrai os vasos, diminuindo o fluxo de sangue.

Para cortes profundos, a orientação é unir as extremidades da pele e envolver com ataduras. Em caso de ferimentos ocasionados por objetos que ainda se encontrem no corpo, como cacos de vidro, ou empalamentos (quando há o trespasse do corpo por um objeto pontiagudo), não se deve retirar o objeto, pois pode provocar hemorragia. O ideal é imobilizar, para que o objeto não se mexa e cause mais dor e lesões à vítima.