Hemopa fecha o mês de novembro com quase 10mil bolsas de sangue doadas 

06/12/2021 14h09 - Atualizada em 06/12/2021 14h44

O mês de novembro, dedicado em homenagear o doador de sangue, é sempre muito produtivo aos centros de coleta da Fundação Hemopa em todo o estado. Este ano, mesmo ainda sob os reflexos da pandemia, há muito que comemorar. Foram 11.696 voluntários presentes nas unidades que demonstraram o desejo de doar. Desses, 9.637 puderam concretizar este gesto de solidariedade. 

Uma bolsa de sangue pode beneficiar até 4 pacientes. Desta forma, a partir das doações de novembro, mais de 38.500 pessoas internadas na rede hospitalar podem ter a garantia das transfusões para o tratamento e manutenção da vida.  

 “Os números mostram o quanto o povo paraense é generoso e que se preocupa com o próximo. Sabemos dos tempos difíceis, mesmo assim, os voluntários entendem que a única forma de ajudar quem precisa de uma transfusão é esticando o braço e doando um pouco de sangue. É um gesto simples, não dói e faz toda a diferença para alguém que luta pela vida. Só temos motivos para agradecer a cada um. E aproveito para lembrar que este é um gesto que deve ser um hábito. Doar sangue é praticar a solidariedade o ano todo”, destacou o presidente da Fundação, Paulo Bezerra. 

Em 2020, ano de muita incidência da covid-19 e ainda sem vacina, a Fundação Hemopa registrou 7.850 bolsas doadas durante o mês de novembro, em todos os nove municípios aonde a Fundação está presente: Belém, Castanhal, Marabá, Santarém, Abaetetuba, Altamira, Capanema, Redenção e Tucuruí.

Isso quer dizer, que este ano, houve aumento no número de coletas de bolsas de sangue de 18,55% comparando com o mesmo período do ano passado. 

 Uma carta para o doador

Como forma de homenagear os doadores de sangue, o Hemopa organizou uma surpresa cheia de emoção. Pacientes infantis do ambulatório e de alguns hospitais parceiros que atendem crianças com doenças do sangue como: anemias, câncer, hemofilia, entre outras, fizeram desenhos e cartas destinadas aos heróis que ajudam a salvar vidas.

O Edvaldo Pereira, tem 8 anos de assistência junto ao ambulatório da Fundação Hemopa. Ele trata a Doença Falciforme e pelo menos, uma vez por mês recebe transfusão. Ele entregou seu desenho ao Frederico Mattar, estudante e doador de sangue. “eu achei muito legal fazer o desenho. Agradeci por doar sangue pra mim”, disse o menino.

Cartinha entregue por Edvaldo Pereira ao doador Frederico MattarFrederico ficou surpreso e recebeu com muito carinho este presente. “É muito bom ter essa aproximação com pacientes que recebem transfusão, pois quando doamos não sabemos para quem vai a bolsa. Então, esse encontro foi muito emocionante”.

“Temos que agradecer muito à Deus e ao coração dessas pessoas que vêm doar o sangue para nossos pacientes. Que Deus continue dando muita saúde à todos. E que tenham um Natal abençoado”, completou Noé Pereira, pai de Edvaldo que é pescador.

Um encontro com doadores fenotipados e com instituições parceiras que formam a ‘Rede do Bem’ também gerou muita comoção. Reunidos no Auditório Osvaldo Bellarmino, na sede do Hemopa em Belém, essas pessoas receberam todo o reconhecimento por se dedicarem à causa da doação. Além de receberem as cartinhas de agradecimento de crianças que fazem tratamento, também ouviram relatos de pacientes adultos que convivem com a rotina de transfusões.

Caravanas Solidárias e ações externas

As instituições públicas e provadas, entidades de classe, religião, organizações não governamentais, entre outros, são essenciais como fontes de disseminação da cultura da doação de sangue. Este ano, a segunda edição da Gincana ‘Instituição cidadã’, movimentou os órgãos públicos e muitos servidores compareceram nas unidades de coleta. A Gincana contou com a participação de 26 órgãos públicos que somaram um total de 527 bolsas de sangue doadas.

A Fundação Hemopa reconheceu este ato de solidariedade com certificação e entrega de um troféu ao primeiro lugar. O Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) ficou em terceiro lugar; Departamento de Trânsito (Detran), em segundo lugar; e em primeiro lugar ficou a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. 

Os setores internos do Hemopa sede também realizaram uma disputa. E em terceiro lugar ficou a Assessoria de Gestão de Pessoas (AGESP); em segundo lugar, a Gerencia de Enfermagem (GEREN); e em primeiro lugar, ficou a Gerencia de Processamento (GEPRO). 

“É muito importante fomentar essa ideologia dentro das instituições públicas. Somos servidores do estado e estamos a serviço da sociedade. A doação de sangue nada mais é do que um ato de cidadania. Não nos gera ônus. Pelo contrário, só há benefícios, pois a vida é o bem mais precioso que temos”, destacou Juciara Farias, gerente de captação de doadores do Hemopa.

O Hemopa recebeu dezenas de caravanas solidárias em todo o estado. Durante o mês de novembro, foram realizadas 15 ações externas, deixando o serviço de coleta mais próximo do voluntário.  

Marcos Lopes que é diretor das Usinas da Paz, do Governo do Estado, e foi um dos doadores que entrou nesta corrente do bem. Aproveitou a oportunidade que a Unidade Móvel do Hemopa estava mais próxima dele, no Palácio dos Despachos.  “Eu tava com a intenção de doar fazia tempo. E tendo uma unidade ao lado do meu ambiente de trabalho, foi o ideal para concretizar a minha vontade. Assim cumprimos com o nosso dever e ainda estimulamos outras pessoas a serem solidárias”, destacou.  

Por Anna Cristina Campos (HEMOPA)