Assentados de Melgaço recebem mais de meio milhão de reais em crédito para cultivo do açaí

Ação reforça importância da Emater ao longo de 56 anos de atuação. Empresa comemora mais de cinco décadas em compromisso com agricultores nesta sexta (03)

03/12/2021 12h37 - Atualizada em 03/12/2021 13h04

Quando a Baía de Portel está agitada, a rabeta de "Lindem”, 42 anos, pode demorar até uma hora para cumprir o trajeto da localidade de Santa Maria até a sede do município de Melgaço, no arquipélago do Marajó. Quando as águas do Marajó estão calmas, a embarcação desliza sem qualquer esforço, e a viagem se encurta pela metade. 

Quase todo dia é preciso cruzar as "ruas" fluviais da Amazônia para transportar rasas de açaí, cujo extrativismo é a principal atividade socioeconômica da propriedade, ou para resolver os compromissos típicos da comunidade que habita a região. A expectativa de Lindem é que o novo motor, que ele acabou de adquirir por meio de crédito rural intermediado pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), facilite o cotidiano. Junto com o motor, os recursos estão servindo também para comprar outros equipamentos e para se tentar aumentar a produção.

“Feliz aniversário para nós”, deseja o agricultor familiar José Lindemberg Brasil, mais conhecido como “Lindem”, nesta sexta-feira (3), quando a Emater completa 56 anos.


Parceria 

A família de José Lindemberg Brasil é ribeirinha e vive do extrativismo de açaí, em uma área de assentamento federal. Na propriedade na Comunidade Santa Maria, moram ele, a esposa Jeliuma Balieura, 32 anos e os filhos Renan, 8 anos, e Raíssa, 7 anos.

No último dia 27 de novembro, Lindem e mais 18 assentados de Melgaço receberam cŕédito rural da linha Floresta do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para projetos de extrativismo de açaí elaborados pela Emater em contratos com o Banco da Amazônia (Basa), com o apoio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Prefeitura. 

Cada família recebeu o correspondente a cerca de R$ 27.500 mil para investir em tecnologias de baixo impacto e em equipamentos de uso sustentável, como motores de barco e ferramentas de segurança. Os assentamentos contemplados foram Ilha Capinal, Ilha Grande Laguna, Ilha Melgaço e Ilha Mujirum. 

De acordo com o chefe do escritório local da Emater em Melgaço, o engenheiro agrônomo José Nilton Silva, especialista em Agronegócio e em Biocombustíveis, a proposta é aperfeiçoar tradições e melhorar os sistemas de produção: “Com o manejo adequado, por exemplo, em cerca de três anos é possível triplicar a produção e ainda pretendemos expandir e prospectar novos mercados. Cada aniversário da Emater é um ano a mais comemorando políticas públicas que levam o Pará para a frente”, avalia.

Na atualidade, os assentados vendem os caroços in natura para o próprio município e para o polo Breves, além de importarem para a capital Belém.

 

Aniversário

Por conta da pandemia do coronavírus, este ano a Emater não comemora o aniversário presencialmente em nenhum dos seus 12 escritórios regionais e 144 escritórios locais.

Mas, segundo o presidente Rosival Possidônio, o trabalho não para em nenhum município. A previsão é que 2021 se encerre com a aproximação da meta de 70 mil atendimentos. 

“Continuamos no esforço do trabalho no campo, pelo Governo do Estado, para melhoria constante da qualidade do atendimento”, reforçou o Gestor. 


Texto: Aline Miranda/Ascom Emater

Por Luana Laboissiere (SECOM)