Governadores da Amazônia querem apoio da União em Financiamento Florestal internacional

Helder Barbalho também demonstrou preocupação com rumores sobre a fiscalização da União nas operações de preservação ambiental 

21/10/2021 17h35 - Atualizada em 21/10/2021 22h59

Na tarde desta quinta-feira (21), em reunião do consórcio de governadores da Amazônia Legal com o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, o governador do Pará, Helder Barbalho, pleiteou ao representante do Governo Federal que a União referende a aptidão dos Estados amazônicos para integrar a Coalizão Reduzindo Emissões pela Aceleração do Financiamento Florestal (Leaf), coordenada pela Emergent, entidade norte-americana sem fins lucrativos. 

Helder Barbalho acredita que o apoio institucional do Governo Federal aos Estados gera maior credibilidade junto aos mecanismos internacionais de financiamento. O governador paraense defende uma união institucional entre os Estados, Municípios e União para enfrentamento do tema de forma técnica.

No início do mês, os estados da Amazônia Legal receberam a confirmação de aptidão para integrar Leaf, que é uma coalizão global voluntária que reúne empresas e governos para fornecer financiamento para a conservação de florestas tropicais e subtropicais de acordo com a escala do desafio da mudança climática.

 “Muito importante que possamos ter anuência por parte do Ministério do Meio Ambiente no sentido de estarmos autorizados para poder dialogar no Leaf Coalition. A outra questão é que possamos harmonizar a participação naquilo que o Consórcio e os Estados farão em conjunto na próxima conferência climática das Nações Unidas, a COP26. Importante demonstramos unidade”, ponderou Barbalho.

"É estratégico demonstrarmos uma coalizão do Brasil na COP26. Não defendo qualquer tipo de iniciativa que estamos desassociados. Importante que possamos ter a capacidade de construir esse diálogo e o Ministério do Meio Ambiente deve ser o condutor deste processo. Estamos vivendo um momento especial com o encerramento do Fórum Mundial de Bioeconomia, que foi realizado em Belém e é importante que estejamos fortalecidos”, conclamou. 

O chefe do Poder Executivo Estadual paraense também aproveitou o contato com o ministro para reforçar a preocupação dos governadores do bioma amazônico com possíveis desmobilizações nas operações realizadas pelas forças armadas para proteção e fiscalização da floresta. “Isso nos preocupa. Os números do mês de Outubro começam demonstrar indicadores preocupantes. Qualquer desmobilização em área Federal pode colocar por terra a narrativa dos Estados com a preservação da Amazônia”, alertou. 

O ministro ministro Joaquim Leite ponderou que a União está ampliando as ações ostensivas do combate ao crime ambiental com envolvimentos dos Ministério da Justiça e Defesa.

Por Leonardo Nunes (SECOM)