Vacinação contra a febre aftosa é prorrogada no Marajó

A etapa de vacinação que se encerraria dia 15 de outubro seguirá até o próximo dia 30 deste mês

14/10/2021 14h02 - Atualizada em 14/10/2021 17h05

Produtores rurais dos municípios no arquipélago do Marajó terão até 30 de outubro para vacinar seus rebanhos bovinos contra a aftosaO Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou a prorrogação da etapa de vacinação contra a febre aftosa para o rebanho localizado no arquipélago do Marajó. O prazo que se encerraria no dia 15 de outubro seguirá até o próximo dia 30 deste mês. No novo período, o produtor deve adquirir a vacina e imunizar o rebanho. A prorrogação atende solicitação do setor produtivo que encontrou dificuldades para realizar a vacinação do rebanho em decorrência do alto nível das águas causada por fortes chuvas na região, o que dificulta o acesso às propriedades rurais e, por conseguinte, o manejo dos animais

Aós o período prorrogado, o produtor terá mais 15 dias para notificar a vacinação em qualquer escritório da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) ou via internet, pelo Sistema de Integração Agropecuária (Siapec3), que está disponível no site da Adepará.
 
A gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, que atua como coordenadora e ponto focal estadual do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa), Samyra Albuquerque, ressalta a importância da manutenção do Pará como área livre de febre aftosa.
 
“O Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa visa a manutenção do Estado como Área Livre de Febre Aftosa, através da realização de diversas atividades, entre elas a vacinação obrigatória de bovinos e bubalinos. A vacinação é uma medida sanitária importante e faz parte do atendimento às diretrizes do PNEFA, que segue as recomendações do Código Zoossanitário Internacional da Organização Mundial de Saúde Animal – OIE, o qual estabelece que países reconhecidos como livres de doenças devem periodicamente comprovar a manutenção de tal situação sanitária. Essa prorrogação vai contribuir para que o índice de cobertura vacinal de população e propriedades não seja prejudicada e o Marajó permaneça mantendo um percentual elevado de vacinação, acima dos 90% preconizados pelo MAPA”, destacou Samyra Albuquerque. 
 
De acordo com a Adepará, atualmente, o Pará tem cadastrados 24.436.259 animais. Um percentual de 55% de todo o rebanho paraense têm idade acima de dois anos, espalhados por 104 mil propriedades rurais.
 
Ao final de todas as etapas da campanha no Pará, a meta é vacinar mais de 23 milhões de bovinos e mais de 333 mil bubalinos. Todas as ações de defesa agropecuária pretendem evitar prejuízos à produção, evitando a introdução e/ou a disseminação de doenças.
 
Cobertura vacinal - A campanha integra o Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (Pnefa), destinado a alcançar a cobertura vacinal preconizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em bovinos e bubalinos. Além da melhoria econômica, o Pnefa exige análise dos cenários e esforços das iniciativas públicas e privadas para que, até 2026, a vacinação contra a doença seja suspensa em todo o País.

Para comprovar a vacinação é necessário apresentar, além da nota fiscal de aquisição da vacina, a relação do rebanho, com a quantidade de animais, faixa etária e espécie trabalhada. O produtor que não notificar a vacinação estará sujeito à multa, cujo valor pode variar de acordo com a quantidade de animais.
Presente nos 144 municípios paraenses, a Agência mantém a Ouvidoria para recebimento de denúncias. No site www.adepara.pa.gov.br há os endereços e contatos dos escritórios em todo o Pará. Os telefones para contato são: (91) 3210-1101, 1105 e 1121. Caso a preferência seja por celular, o contato é (91) 99392-4264.

Por Lilian Guedes (ADEPARÁ)