Semas reforça interesse nos Bonds de Sustentabilidade

O encontro aconteceu durante agenda da Secretaria na Climate Week, que é realizada em Nova York

23/09/2021 14h55 - Atualizada em 23/09/2021 15h39

O Plano Estadual Amazônia Agora foi apresentado pelo titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mauro O'de Almeida, durante reunião com Aillen Lee, diretora do Programa de Conservação Ambiental da Fundação Gordon e Betty Moore, que é uma fundação americana que apoia descobertas científicas e conservação ambiental. O encontro aconteceu durante agenda da Secretaria na Climate Week, que é realizada em Nova York. 

Ao abordar as metas de redução de emissões de gases causadores de efeito estufa, o titular da Semas explicou as ações realizadas pelo Estado para alcançá-las. "O Amazônia Agora estabelece uma meta de desmatamento líquido zero em 2036 e para isso iniciamos, já em 2020, a execução deste ambicioso plano, o qual em um ano já atingiu resultados concretos. O Estado do Pará teve uma redução de 12% no desmatamento, no período de agosto de 2020 a julho de 2021 em relação ao período do ano anterior. Recentemente aderimos à campanha global Race To Zero e apresentamos nossa nota conceitual a Coalizão Leaf. Temos nos empenhado de forma decisiva na estruturação do seu Sistema Jurisdicional de REDD+ para cumprir com os requisitos necessários para acessar recursos de pagamento por resultados bem como do mercado voluntário de carbono e construirmos uma política ambiental e climática robusta”, destacou Mauro. 

Aileen Lee diz que há um ponto de convergência com as iniciativas da Andes-Amazon, Planejamento Global de Investimentos da Moore Foundation. 

O  embaixador do governo do estado do Pará, Everton Vieira Vargas, ressaltou o projeto “Bioeconomia Pé no Chão”, criado a partir de demanda do governo do estado para atender, facilitar e potencializar a produção do cacau, pimenta do reino e castanha do Pará no Estado. O Projeto "Bioeconomia Pé no Chão" nasceu a partir de estudo realizado por Salo Coslovsky, professor da Universidade de Nova Iorque (NYU), que identificou que, apesar do seu grande potencial, a participação do Pará e da Amazônia no biomercado ainda é muito pequena. 

De acordo com o Diretor de Planejamento Estratégico e Projetos Especiais da Semas, Wendell Andrade, o Estado tem um direcionamento para ampliar a quantidade de parceiros para ações no território. “Uma das razões de existência do Fundo da Amazônia Oriental é o apoio a ações de organizações não-governamentais, e de estímulo a negócios verdes focados no pequeno produtor”, pontuou. 

O Secretário Mauro pontuou que o FAO, por ser um mecanismo privado, tem o potencial de ser um fast-tracking de entregas, superando dificuldades de fundos públicos. 

A Moore Foundation, entidade filantrópica americana, foi a que mais aportou recursos no estado do Pará desde os anos 2000. Isto foi decisivo, por exemplo, para a criação do maior mosaico continuo de unidades de conservação tropicais do mundo, na região noroeste do Pará, com mais de 15 milhões de hectares protegidos, e envolvendo UCs Estaduais, Federais, Terras Indígenas e Territórios Quilombolas, numa área que vai do Norte do Pará, até países circunvizinhos, como Guianas e Suriname, passando também por parte do estado do Amapá.

Moore apoiou o Pará a criar e a implementar as UCs FLOTA Faro, FLOTA Trombetas, FLOTA Paru, ESEC Grão-Pará e REBio Maicuru, financiando processos de criação, a constituição de Conselhos Gestores e a elaboração e aplicação de Planos de Gestão (Manejo) destas áreas protegidas.

Por Bruna Brabo (SEMAS)