Programa Doenças Ortopédicas da Infância garante realização de 260 cirurgias em um ano

Programa abrange todas as patologias ortopédicas pediátricas

22/09/2021 09h46 - Atualizada em 22/09/2021 10h47

Em um ano, 260 crianças já foram submetidas, no Hospital Regional Abelardo Santos, em Belém, às cirurgias corretivas que compõem o programa “Doenças Ortopédicas da Infância”, lançado há um ano pelo Governo do Pará com o objetivo de atender demandas eletivas por cirurgias de alta complexidade em crianças portadoras de deformidades ortopédicas, sejam as congênitas ou as adquiridas.

Desenvolvido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) como parte do projeto “Fila Zero”, o programa pôs fim a um hiato de 15 anos em que o estado estava desprovido de especialistas para o atendimento ortopédico pediátrico em alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

“É uma satisfação muito grande para todos os envolvidos no programa ver os resultados positivos e que os atendimentos prosseguem, mesmo com os desafios impostos pela pandemia. E vamos continuar atendendo o cidadão paraense que tem a necessidade de fazer uma cirurgia ortopédica na infância”, garante o titular da Sespa, Rômulo Rodovalho.

 

Protocolos 

Os critérios do programa não atendem casos de urgência e emergência, mas patologias e deformidades em caráter eletivo. O acesso funciona da seguinte forma: a criança, seja da capital ou do interior, que apresentar algum tipo de deformidade passará pelo atendimento ambulatorial, em que será avaliada pela equipe de especialistas. 

O tratamento pode acontecer no modo conservador, ou seja, sem cirurgia e no qual o paciente é tratado com órteses, gessos e fisioterapia ou ainda por meio do método cirúrgico, indicado para os casos mais graves, nos quais as crianças não mostram resultados na correção da deformidade com os recursos já utilizados ou que o diagnóstico e tratamento foram iniciados tardiamente. 

O atendimento ambulatorial é realizado pelo Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), que atua tanto no atendimento pré-operatório das crianças, ou seja, fazendo o atendimento inicial, realizando os exames que forem necessários e fazendo o preparo para a cirurgia. Acompanha, ainda, a fase pós-operatória desse paciente. No período de 21 setembro de 2020 a 21 de setembro deste ano o CIIR atendeu 317 usuários, sendo que 260 foram indicados às cirurgias no HRAS.

“Inicialmente o paciente é atendido no CIIR. Após avaliação inicial e indicação de cirurgia, ele realiza todo risco cirúrgico e em seguida retorna com o médico assistente para o agendamento da data da sua cirurgia, que é feita aqui no HRAS”, destacou Marcos Silveira, diretor executivo do Abelardo Santos.

 

Atendimentos 

O Programa abrange todas as patologias ortopédicas pediátricas. “Temos um total de mais de 33 diferentes doenças que são tratadas pela nossa equipe. Desde procedimentos mais simples até os mais complexos. Sendo os casos cirúrgicos atendidos e encaminhados do CIIR, de onde fazemos os atendimentos e todos os procedimentos antes das cirurgias”, explicou o coordenador do serviço do Abelardo Santos, Renato Arraes.

O médico reforça que as patologias mais comuns são o pé torto congênito, a luxação de quadril e deformidades congênitas dos membros. “No primeiro semestre de 2021, o número de cirurgias foi reduzido, devido aos dois meses sem operar em função da segunda onda do coronavírus no Estado”, destacou. 

Um dos pacientes que passou pela cirurgia foi o estudante J.A.C.A, de 13 anos, do município de Capitão Poço. Indicado para a cirurgia de coalizão tarsal, de ajuste no tornozelo, foi operado há três meses e já passa pelas 20 sessões de fisioterapia no próprio município, conforme explica a mãe, Andeliana Alves Cruz. 

“Em todo esse processo da cirurgia dele, temos tido um excelente atendimento por onde passamos, em especial pelas enfermeiras do ‘Abelardo Santos’ e pelo doutor Diego Reis, ortopedista que tem acompanhado ele no CIIR. Sou muito agradecida pelo acolhimento e voltaremos a ter consulta em outubro. A cirurgia foi bem sucedida”, relata a mãe do paciente.

Texto: Roberta Paraense/ Ascom HRAS

Por Luana Laboissiere (SECOM)