Segup promove qualificação para profissionais do Grupamento Aéreo de Segurança

O Graesp está sendo preparado para receber mais uma aeronave, com capacidade para oito passageiros e dois tripulantes

01/09/2021 18h25 - Atualizada em 01/09/2021 19h33

Aeronave do Graesp atua no transporte de vacinas contra a Covid-19 para o interior do Pará Qualificação continuada, manutenção e o uso da tecnologia são as três palavras-chaves para o sucesso da atuação do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), que realiza ações policiais e atua,desde o ano passado, no combate à pandemia de Covid-19. Desde o início deste ano, o Graesp fez duas mil horas de voo, sem nenhuma intercorrência registrada. 

Para garantir a proteção dos profissionais e das equipes que os acompanham nas missões, o Graesp, vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), iniciou o “Ground School” para pilotos de aeronaves de asas fixas e rotativas, paralelamente, com carga-horária de 50 horas. Após a conclusão dos estudos, as provas serão enviadas para a certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Secretário Ualame Machado acompanhou as atividades

A capacitação, que ocorre até a próxima sexta-feira (3), tem o objetivo de ampliar e atualizar o conhecimento dos pilotos, além de informar sobre uma nova aeronave que deverá integrar a frota do Grupamento em breve. 

O avião Pilatos PC 1.245 foi apreendido na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo (SP). Tem capacidade para dois tripulantes e até oito passageiros, com valor aproximado de R$ 16 milhões. A aeronave, que está em trâmite final de transferência, será empregada também no combate à pandemia, transportando vacinas, medicamentos e, se necessário, pacientes.

Armando Gonçalves, diretor do Grupamento Aéreo“A gente fala que a segurança de voo tem três pilares. Uma delas é qualificação, além de tecnologia e manutenção. A qualificação deixa os pilotos cada vez mais habilitados, mais tecnicamente preparados para operar qualquer tipo de aeronave, tanto o Pilatos como também de asa rotativa. Com certeza, aumentará a segurança da operação. A gente terá mais liberdade, mais segurança em transportar e operar na pandemia, no transporte da vacina, em insumos médicos, e conseguimos avançar muito mais sem ter nenhum tipo de incidência”, afirmou o piloto e diretor do Graesp, coronel Armando Gonçalves.Coronel Armando Bittencourt é piloto do Graesp há seis anos

Resultados - O titular da Segup, Ualame Machado, acompanhou nesta quarta-feira os cursos, e afirmou que “conhecimento nunca é demais. O Graesp investe no preparo dos seus tripulantes, e os resultados são os melhores possíveis. Um trabalho muito atuante, agora muito mais na logística de vacinas, que contribui para salvar vidas”, afirmou.

Paulo Mitoso, instrutor do cursoA qualificação é obrigatória pela Agência Nacional de Aviação Civil e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Ceripa) ao receber nova aeronave. No Graesp, a capacitação é constante. Paulo Mitoso, comandante do avião modelo Pilatos e instrutor do curso, enfatizou a necessidade de amplo conhecimento sobre a aeronave, para reduzir, ao máximo, as intercorrências.

“É uma aeronave turbo hélice, monomotor, preparada para esse tipo de situação, especificamente para nossa região, onde há pistas não preparadas e mais curtas. Esse tipo de avião é muito bom. Por possuir uma boa autonomia, você consegue abastecer, por exemplo, em Belém ou cidades maiores mais próximas, e consegue atingir regiões mais distantes. O treinamento é muito importante para que todos se familiarizem, conheçam as particularidades que ela tem, ver essas diferenças e, principalmente, conhecer as suas limitações”, ressaltou.

Piloto do Graesp há seis anos, o coronel Armando Bittencourt avaliou positivamente o conhecimento adquirido. “A manutenção de proficiência, de conhecimento técnico é importantíssima para aviação porque quanto mais se conhece, mais seguro se voa. Eu entendo como sendo importantíssimo esse tipo de investimento na qualificação continuada dos tripulantes e pilotos do Grupamento Aéreo”, disse o coronel.

Por Aline Saavedra (SEGUP)