Em Belém, Uepa lança Núcleo de Apoio a Imigrantes e Refugiados

A proposta é que sejam ofertados serviços gratuitos de assistência médica, assessoramento jurídico e atividades de acolhimento e integração cultural a imigrantes, refugiados e solicitantes de refúgio

26/08/2021 08h41 - Atualizada em 26/08/2021 09h42

O curso de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Pará (Uepa) lança nesta quarta-feira (25) o Núcleo de Apoio a Imigrantes e Refugiados (Naire), para ofertar serviços gratuitos de assistência médica, assessoramento jurídico e promover atividades de acolhimento e integração cultural a imigrantes, refugiados e solicitantes de refúgio. 

A criação do Núcleo resulta de um projeto idealizado por iniciativa de alunos, da coordenação e de alguns professores do curso, que perceberam a necessidade de desenvolverem pesquisas, análises e compreensões sobre os fenômenos e movimentos migratórios dos últimos anos, no Pará e na região amazônica. O lançamento será às 16h, durante a programação do I Seminário Virtual de Segurança Humana na Amazônia.

 

Proposta 

A criação do Naire deverá proporcionar uma atuação multidisciplinar de alunos e professores, além de instituir um espaço de produção científica e extensão acadêmica, onde os bolsistas poderão utilizar os conhecimentos adquiridos no curso de Relações Internacionais (RI), interagindo com o público recebido, em um ambiente distinto da sala de aula. 

No início do mês de setembro, os participantes do Núcleo estarão envolvidos em atividades internas, como a organização e treinamentos. Mas, de acordo com a coordenadora do Naire, Aline Ferreira, "já em meados de setembro será iniciado o atendimento ao público, previamente agendado".

A professora Aline ressalta que uma das motivações para a criação do Naire foi o "significativo grau de desconhecimento e desinformação da sociedade em geral acerca de temas relativos aos direitos de imigrantes, solicitantes e refugiados". Por essa razão, o Núcleo tem como missão, "promover atendimento humanizado de excelência técnica aos imigrantes, refugiados e solicitantes de refúgio", afirma Aline. Nessa linha, "o objetivo do espaço é preencher as lacunas de conhecimento e informação sobre o assunto, ao mesmo tempo em que presta diretamente assessoria e orientação aos usuários, contribuindo assim, para a integração socioeconômica e respeito aos direitos humanos", conclui.

Os professores Aiala Colares e Milton Ribeiro também integram a equipe de voluntários do Naire, juntamente com as alunas Ana Camila, Beatriz Moreira, Danielle Soares, Larissa Almeida da Costa, Luciana Pena, Maria Izabel Silva e Natália Barroso. Luciana Pena, que está no oitavo período da graduação, coordena as reuniões de alinhamento e planejamento das atividades, que serão implementadas a partir das demandas existentes em Belém e das que surgirão com a abertura do Núcleo.

 "Por meio deste projeto tenho desenvolvido habilidades imprescindíveis para um internacionalista, como capacitação para lidar com diferentes culturas, construção de soluções para demandas migratórias, produção de conhecimento acadêmico, investimento na comunicação em espanhol, entre outras", explica a estudante voluntária. 

Para a aluna Larissa Almeida, ter a oportunidade de fazer parte de um projeto como o Naire "é de grande importância para a vida acadêmica e profissional, pois permite vivenciar, na prática, os assuntos e temas estudados na Universidade, além do quê, eu acredito ser este um projeto de enorme relevância social, visto que contribui diretamente para a efetivação dos direitos humanos das pessoas atendidas".

A voluntária atua principalmente na promoção de assessoria e orientação jurídica e social aos imigrantes, refugiados, solicitantes de refúgio e interessados em geral, bem como na área de pesquisas acadêmicas e desenvolvimento de eventos relacionados ao tema no Núcleo. A previsão é de que seja lançado, em setembro, o edital de seleção para o ingresso de outros graduandos de RI no projeto.

Texto: Guaciara Freitas e Rebeca Costa/Ascom Uepa

Por Luana Laboissiere (SECOM)