Pará apresenta plataforma SeloVerde para embaixadores da União Europeia

Estado é o primeiro do Brasil a implementar um sistema público com informações especializadas do segmento

06/08/2021 08h57 - Atualizada em 06/08/2021 09h19

Embaixadores da União Europeia participaram de uma videoconferência com o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), Mauro O’de Almeida e com professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Raoni Rajão, com o objetivo de conhecer a plataforma SeloVerde, que é responsável por garantir e disponibilizar de forma transparente as informações de rastreabilidade da cadeia produtiva da pecuária em todo o território estadual. O Pará é o primeiro do Brasil a implementar um sistema público com essas informações.

O SeloVerde é a mais atual estratégia monitoramento da situação ambiental das propriedades e de sua produção. Para Mauro, desde 2019 o Pará conta com grandes demandas da pecuária e destaca a importância da criação da plataforma. “O Governo do Estado tem investido nessa parceira, e estamos articulando com o setor para esclarecê-los de que a plataforma vai ser boa para o setor produtivo, vai dar mais credibilidade, mais transparência e, no fim, ganhos financeiros. Precisamos de apoio para que consigamos cumprir o compromisso de fazer com que o Brasil possa retomar o comércio aprofundado da pecuária”, destacou o secretário.  

A criação da plataforma veio através de uma parceria do Governo do Pará com o Centro de Inteligência Territorial (CIT) da UFMG. O SeloVerde possui dados integrados que disponibilizam informações como área total do imóvel, localização aproximada, por meio de demonstrativos, área de vegetação nativa declarada, além de dados de desmatamento. “Essas reuniões sobre a plataforma são de extrema importância, principalmente para que a gente tenha o conhecimento de tudo o que existe hoje, em relação as informações públicas governamentais e mostrar o que existia antes do SeloVerde, e as inovações que foram trazidas pela plataforma. Com isso, os produtores poderão procurar por todos esses dados.  Esse foi um dos principais desafios, pois é uma plataforma que reúne uma série de dados. Vale destacar que a plataforma não revela dados sensíveis do ponto de vista comercial, apenas informa se o gado está ou não ligado ao desmatamento, para que o comprador saiba a origem do produto”, explicou o professor Raoni. 

A plataforma SeloVerde opera a partir de dois pilares fundamentais: o diagnóstico ambiental de cada propriedade rural cadastrada nos bancos de dados públicos e a rastreabilidade agropecuária, com o mapeamento de todos os fornecedores e pecuaristas. “Nós observamos que o SeloVerde funciona e está indo na direção certa. É isso que precisamos para mudar o cenário atual do meio ambiente e, mudar outras áreas que são essenciais para o Brasil, como por exemplo, o desmatamento. Todos esses instrumentos que podem mudar essa realidade são fundamentais, e eu gostaria de parabenizar o Estado do Pará pela importante iniciativa”, disse o embaixador da Noruega no Brasil, Nils Martin Gunneng.

O titular da Semas também reforçou os compromissos do governo do Pará ao aderir à campanha global Race To Zero que está alinhada com as estratégias de gestão ambiental com o Plano Estadual Amazônia Agora. 

“Estamos cientes do papel muito importante que o SeloVerde vai desempenhar no Brasil e eu gostaria de destacar a importância da adesão ao Race to Zero, e digo que isso é a solução para melhorar os aspectos ambientais e um modo de entrar em uma conversa mais detalhada sobre esse assunto. O estado do Pará está de parabéns”, concluiu Melanie Hopkins, ministra da União Europeia.

“Esta é sem dúvida uma das maneiras de os consumidores poder discriminar entre os produtores que cumprem as normas ambientais e trabalhistas, a maioria, e aqueles que não cumprem, a minoria. A rastreabilidade se tornará cada vez mais importante. Parabéns ao Estado do Pará, por esta iniciativa do SeloVerde. A luta contra o desmatamento deve ser continuada com urgência”, reforçou o Embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez.

Por Bruna Brabo (SEMAS)