Produtores de Capitão Poço participam de programação sobre boas práticas da pimenta-do-reino

O município é o segundo maior produtor da especiaria só ficando atrás da cidade de Tomé-Açu

15/07/2021 11h58 - Atualizada em 15/07/2021 12h33

Com pelo menos 3 mil produtores de pimenta-do-reino cadastrados, o município de Capitão Poço, situado na Região de Integração do Rio Capim, é o segundo maior produtor da especiaria no Pará. Durante toda a manhã desta quinta-feira (15), agricultores familiares e de médio e grande porte de produção estiveram reunidos em um salão de eventos no centro do município para participar de uma programação sobre boas práticas da pimenta-do-reino com foco no controle da Salmonella.Essa foi a terceira programação com o objetivo de levar informações aos produtores e discutir ações e práticas para a melhoria da qualidade da especiaria produzida no Pará.

A abertura do evento foi feita pela coordenadora da cadeia da pimenta-do-reino, Márcia Tagore, engenheira agrônoma da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap). Ela é quem coordena, também,  o Grupo de Trabalho criado para colocar em prática as atividades das instituições parceiras. 

Tagore explicou que a programação está ocorrendo nos municípios polos de produção, mas as ações estão chegando nos demais municípios não apenas através da participação de agricultores ou produtores, mas também das ações de orientações junto ao segmento.

"Nossa finalidade é melhorar a produtividade com o objetivo de buscar o aumento da produção do Estado, com qualidade. Estamos trabalhando com ações integradas com a participação de um conjunto de
instituições, governamentais e não governamentais", esclareceu a engenheira agrônoma. 

A organização local teve ampla participação do escritório local da equipe da Emater. O  palestrante da Emater, Ricardo Hideo Dohara, falou sobre  a legislação que rege a cadeia e os cuidados a serem tomados com a produção. Ele lembrou que em outros países  a Lei não é a mesma do Brasil, já que 90% da pimenta-do-reino é exportada, por isso, é importante que o produtor conheça o que prevê a legislação dos países exportadores. O especialista apresentou um vídeo sobre a salmonella e orientações para evitar a doença.

Já o representante da Adepará, Rafael Haber, falou sobre a portaria 1.332/2020 que dispõe quais os procedimentos e obrigatoriedade para a cultura da pimenta-do-reino.

Pela Embrapa, o técnico Oriel Lemos forneceu um panorama de  como pode ocorrer a contaminação por salmonella: local de secagem, equipamentos e utensílios, esterco e adubação, água de irrigação. Falou também da Instrução Normativa de dezembro de 2019, que estabelece a lista de padrões microbiológicos para alimentos.

Cuidados

Produtor e ao mesmo tempo comprador de pimenta-do -reino, Elias Silva, conhecido como "Elias Pimenta",  incentiva os colegas de produção a participar de programações educativas.

"Eu converso muito com os produtores locais a respeito dos cuidados com as práticas.  É muito bom a realização desse tipo de ação para trazer conhecimento para nós.  A pimenta é o carro chefe de muitas mesas fora do Brasil. É um produto que se exporta bastante. Todo cuidado é importante" , aconselhou Silva.

O produtor, que começou no segmento em 1982 com apenas 17 pés de pimenta-do-reino, disse que atualmente possui 200 mil pés.  "Nós tomamos todo um cuidado. Mas, é importante que sempre cheguem novas informações para aprendermos a melhorar cada vez mais nossa produção ", destacou. 

Além  da Sedap, as ações do grupo de trabalho da pimenta-do-reino são compostas pela  Sedeme, Adepará , Emater,  Embrapa,  Ministério da Agricultura,  Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cooperativa Mista de Tomé-Açu (Camta) e Associação dos Exportadores do Brasil de Pimenta do Reino (Abep).

Texto: Rose Barbosa/ Ascom Sedap 

Por Luana Laboissiere (SECOM)