Moradoras do Bengui participam de capacitação oferecida pelo TerPaz

Como parte do Projeto Ela Pode, o aprendizado ajuda mulheres a conquistar autonomia financeira e emocional

13/07/2021 14h34 - Atualizada em 13/07/2021 19h31

Recomeço. É assim que a moradora do bairro da Bengui, em Belém, Vilcineia Monteiro, 60 anos, descreve o momento que está vivendo. Ela, que trabalhou durante 28 anos como doméstica, agora amplia conhecimentos para continuar empreendendo. “Com a pandemia tive que parar de trabalhar como doméstica. Para me sustentar, resolvi abrir meu próprio negócio e comecei a vender comida em frente à minha casa. Esse projeto vai me ajudar muito nesse novo empreendimento”, afirmou Vilcineia, uma das participantes da capacitação oferecida pelo Projeto Ela Pode, no âmbito do Programa Territórios pela Paz (TerPaz).A capacitação oferecida a moradoras do Bengui é realizada na sede da Associação dos Moradores do Conjunto Catalina 

Nesta terça-feira (13) e quarta (14) o treinamento ocorre na Associação dos Moradores do Conjunto Catalina (Asmoc). A presidente da Associação, Vânia Oliveira, ressaltou a importância da iniciativa. “As ações do TerPaz trazem muitos benefícios para a nossa comunidade. Hoje, o ‘Ela pode’ está realizando uma capacitação que vai ajudar muitas mulheres a terem seu próprio negócio e sua independência financeira”, informou. 

Vânia Oliveira, presidente da AsmocO Projeto Ela Pode é uma parceria do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), com a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), nas áreas de abrangência do TerPaz. A metodologia é do Instituto Rede Mulher Empreendedora, que integra a Rede Mulher Empreendedora, apoiadora do empreendedorismo feminino no Brasil.

Durante as capacitações são trabalhadas as seguintes temáticas: assertividade, liderança, redes de relacionamento, finanças e ferramentas digitais. Elas também participam de dinâmicas que ajudam na construção de redes de relacionamento, formação de rede de apoio e troca de saberes, para se sentirem mais fortalecidas.

A coordenadora Helen Gonçalves“É um projeto voltado para mulheres. Nós trabalhamos com o estímulo da geração de renda, tanto do empreendedorismo para quem está começando a empreender, e quem busca entrar no mercado de trabalho. Também trabalhamos incentivando as mulheres a terem sua autonomia financeira e socioemocional. Nós sabemos que hoje existem diversas mulheres que se encontram em contexto de violência doméstica, e que elas tendo essa autonomia, tanto financeira como emocional, é relativamente melhor para que consigam sair desse contexto de violência”, disse a coordenadora do Projeto Ela Pode, Helen Gonçalves.

Moradora do Bengui há 40 anos, a comerciante Maria das Graças Lima Moraes, 65 anos, disse que o projeto "vai trazer muitos benefícios para o meu negócio. Aqui aprendi outras formas de divulgar o meu trabalho, como alcançar mais pessoas, para que o meu comércio de roupas prospere ainda mais".

Patrícia Silva investe na produção de sandáliasConhecimento - O aprendizado é importante para a empreendedora Patrícia Silva, 27 anos. “Antes eu trabalhava como vendedora. Adquiri conhecimento e agora resolvi ter o meu próprio negócio. Estou confeccionando sandálias, e com esse projeto já aprendi várias coisas, como precificar a mercadoria e como divulgar melhor o meu negócio”, informou.

A carga horária da capacitação é de 8 horas presenciais e 8 horas on-line, com acesso gratuito e ilimitado à "Trilha Empreendedora", plataforma que apresenta uma série de vídeos exclusivos, com temas atuais, para quem quer começar um negócio ou para quem já está no empreendedorismo. Esta é a última turma do mês de julho, mas a programação inclui outros territórios.

Por Elizabeth Teixeira (SEAC)