Pará aplica primeira dose de vacina contra Covid-19 em mais de 61% da população indígena

Em diálogo permanente com entidades representativas, o Estado também avança com a segunda dose, aplicada em mais de 44% dos indígenas em território paraense  

04/07/2021 18h45 - Atualizada em 04/07/2021 19h41

Dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) atestam que 61,31% da população indígena residente no Pará já receberam, até este domingo (4), a 1ª dose da vacinação contra a Covid-19. Desse percentual, 44,83% estão imunizados com as duas doses. O Governo do Pará recebeu, até hoje, 2.611.700 doses da vacina Oxford/AstraZeneca; 1.378.440 da CoronaVac/Sinovac; 457.470 da Pfizer e 50.450 da Janssen. As remessas enviadas pelo Ministério da Saúde são entregues às prefeituras, responsáveis pelo cronograma vacinal nos municípios.

A Coordenação Estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais da Sespa vem monitorando os quatro Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do Pará (Kayapó, Altamira, Rio Tapajós e Guamá/Tocantins), por meio do diálogo mantido com a Federação dos Povos Indígenas do Estado do Pará (Fepipa) e o Conselho Estadual de Políticas Indigenistas (Consepi), criado em 2019 pelo governo estadual.O governo estadual garante, além da vacina, assistência em saúde nos territórios indígenas

Preocupação - “Registramos um avanço muito grande na vacinação, com Distritos de Saúde com mais de 80% de indígenas com a 1ª e a 2ª dose. A Sespa, com o Programa Saúde por todo o Pará e a Policlínica Itinerante, realiza ações de assistência nos territórios indígenas. Aproximar serviços como esse é fundamental para preservar vidas. A iniciativa demonstra a preocupação do governo do Estado com a população indígena paraense”, ressalta a técnica da Coordenação Estadual, Eliene Rodrigues Putira Sacuena.

A representante da Coordenação Estadual de Saúde Indígena afirma que “é uma alegria muito grande poder ver o governo do Estado entrando nos nossos territórios, levando saúde a quem precisa e se fazendo realmente presente”. Segundo ela, o que falta ainda é a população ser mais informada, para fortalecer diálogos e demandas, e assim ultrapassar a barreira do preconceito. “Eu, como indígena, preciso provar o tempo todo que estudei, que hoje estou nesse lugar por ser uma profissional de saúde, como qualquer outra pessoa”, acrescenta Eliene Rodrigues Putira Sacuena.

Na última quinta-feira (1º), 85 estudantes indígenas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e seus familiares receberam a segunda dose da vacina contra a Covid-19, mediante articulação da Sespa e Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), vinculada ao Ministério da Saúde, que cedeu a sede do Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá/Tocantins (Dsei Guatoc), em Belém, e disponibilizou profissionais de saúde para a aplicação da vacina Oxford/AstraZeneca.

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http://www.saude.pa.gov.br/sespa-articula-aplicacao-da-segunda-dose-da-vacina-contra-a-covid-19-em-estudantes-indigenas-da-ufpa/

Por Giovanna Abreu (SECOM)