Decreto do Executivo estimula setor privado a contribuir com desenvolvimento do Pará

A iniciativa do governo do Estado visa ampliar a produtividade, qualidade, lucratividade e sustentabilidade da economia

23/06/2021 19h08 - Atualizada em 23/06/2021 19h47

Governador Helder Barbalho, secretários e representantes do setor produtivo no ato de regulamentação do decretoEm cerimônia com a participação de vários representantes do setor produtivo, na tarde desta quarta-feira (23), o governador Helder Barbalho formalizou a regulamentação de incentivo fiscal à produção da indústria do pescado, indústria da pecuária e agroindústria. A expectativa é fomentar investimentos, por parte da iniciativa privada, na melhoria da produtividade, qualidade, lucratividade e sustentabilidade da atividade econômica.

O decreto estadual estabelece tratamento tributário, concedido por meio da Política de Incentivos, para execução de projetos de pesquisa científica ou tecnológica. Helder Barbalho classificou a iniciativa como um "voto de confiança" do governo, que trabalha pelo fortalecimento de uma política de Estado.Helder Barbalho disse que o decreto é um "voto de confiança" do governo do Estado

"Queremos estimular os que aqui investem para gerarmos emprego e renda. Por meio destes incentivos, queremos demonstrar que é possível criar um entrelace da cadeia produtiva, desde quem produz, quem verticaliza, até quem industrializa, para todos, com o compromisso de investir em pesquisa, em produtividade, com compromisso sustentável pelo meio ambiente, para que nós possamos fazer desse Estado uma referência para a produção sustentável em todo o Brasil", destacou o governador.

Para o secretário extraordinário de Produção do Governo, Giovanni Queiroz, com a iniciativa o Executivo pretende atrair o setor privado a participar do processo de incorporação do Estado na produção. "Sem dúvida nenhuma, o setor da carne é importante, o da pecuária, pujante, e precisamos melhorar muito. O governador tem essa sensibilidade de atrair o setor produtivo, e com isso teremos ganhos extraordinários, como teremos em outros setores nos quais o Governo do Pará já tomou iniciativas no sentido de alavancar o agronegócio", afirmou o gestor.

O decreto visa, também, a expansão da bioeconomiaTecnologia - Na prática, com o decreto o governo deve alcançar resultados a partir do maior engajamento das instituições de pesquisa, ensino e fomento ao processo de desenvolvimento socioeconômico do Estado; inclusão tecnológica, principalmente de pequenos e médios, bem como dos grandes produtores; transição da economia paraense predominantemente extrativista para a consolidação de uma economia moderna de base agroindustrial, com reais possibilidades para expansão da bioeconomia e outras alternativas; redução do desemprego e da pobreza com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e maior distribuição da renda, dentre outras.

Carlos Xavier, da Faepa, destacou as potencialidades do Pará"Estado brasileiro nenhum tem as condições e potencialidades que temos para avançar, e sermos, dentro de pouco tempo, o primeiro Estado em termos de desenvolvimento desta nação. Com esse gesto, o governo continua a facilitar a vida de quem quer produzir", ressaltou o empresário Carlos Xavier, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa).

Daniel Freire, presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Pará (Sindcarne), disse que a medida vai ajudar muito, principalmente a pecuária familiar. "O governo do Estado sinaliza possibilidade de verticalizar ainda mais a cadeia, e não só a industrial, mas promover uma espécie de verticalização da porteira para dentro, levando todo o conhecimento técnico e investimento tecnológico. São 100 mil propriedades que podemos alcançar com esse projeto. Será um divisor de águas para a geração de renda no campo", atestou.

Por Carol Menezes (SECOM)