Pará avança na geração de empregos formais e registra a contratação de 2 mil jovens aprendizes

Os dados foram elaborados pelo Dieese Pará e Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster)

21/05/2021 09h45 - Atualizada em 21/05/2021 10h45

Um estudo do Dieese Pará, publicado nesta sexta-feira (23), aponta que mesmo com uma conjuntura bastante adversa o Pará registrou aproximadamente 6 mil contratações de jovens aprendizes durante os últimos 12 meses, com destaque para os setores do Comércio, Indústria e Serviço. O resultado obtido pelo Estado é o maior verificado entre os demais estados da Região Norte. Os dados foram elaborados em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), com base em informações do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Luciana Gomes está trabalhando há quatro meses como jovem aprendiz no Paysandu Sport Clube. A fala da jovem de 17 anos contempla a soma de aproximadamente 2.200 jovens aprendizes que, mesmo com todos os reflexos restritivos por conta da pandemia, conseguiram adentrar no mercado de trabalho formal.

"Hoje, eu atuo como auxiliar administrativo em uma área que eu gosto e isso tem agregado muito no meu conhecimento. A minha mãe é empregada doméstica, e eu quero ser a pessoa que vai mudar a vida dela. Eu ajudo a pagar as contas, ajudo com as compras; a gente mora de aluguel, então conseguir essa vaga foi uma grande oportunidade", disse.

Luciana Gomes, jovem aprendiz, foi uma das contempladas com o Primeiro Ofício, programa do governo do EstadoLuciana foi uma das jovens contempladas com o Primeiro Ofício - programa do governo do Estado lançado em agosto de 2019, com o objetivo de gerar oportunidade de inserção no mercado de trabalho para jovens entre 14 e 24 anos que se encontram em vulnerabilidade social. 

Por meio da Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), o Estado mantém a iniciativa que visa sensibilizar empresas que usufruem de algum tipo de benefício fiscal a dedicar 30% de vagas do Programa Jovem Aprendiz a jovens oriundos do cumprimento de medidas socioeducativas e do sistema prisional, ou que estejam em situação de vulnerabilidade. O programa já inseriu aproximadamente 1.200 pessoas em vagas de aprendizagem no estado do Pará e certificou diversas empresas com o selo “Empresa Cidadã”.

Os dados analisados pelo Dieese mostram que o incentivo tem dado certo. Só no primeiro trimestre deste ano (janeiro a março), foram contratados formalmente 2.222 jovens aprendizes em todo o Estado, a maioria para o setor de Serviços, que registrou a admissão de 722 (equivalente a 32,5% do total de contratações), seguido do setor de Construção com a contratação de 550 jovens e o setor do Comércio com a contratação de 509 jovens.

O titular da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), Inocencio Gasparim, comemora o desempenho do Pará na movimentação da economia e na geração de emprego e renda.

"O plano de retomada da economia implantado pelo governo do Estado tem cuidado com zelo e atenção da saúde da população. Fizemos os lockdowns e as paradas obrigatórias na economia, que são o último recurso, mas que foi necessário. Por outro lado, incentivamos as atividades produtivas, com redução de 90% de ICMS às empresas de transformação, além de ações no sentido de prover recursos à economia, o que movimentou o comércio, o serviço e, consequentemente, potencializou a contratação de trabalhadores, entre eles, os jovens. Só nesse primeiro trimestre, mais de 2 mil foram contratados, isso é sinal de avanço e reforço na geração de emprego e renda em nosso Estado", reforça o secretário.

Por Camila Santos (SEASTER)