Hospital Ophir Loyola destaca protagonismo da Enfermagem

11/05/2021 21h31 - Atualizada em 11/05/2021 22h22

A Semana Brasileira de Enfermagem é celebrada anualmente, de 12 a 20 de maio, datas que marcam, respectivamente, em 1820 e 1880, o nascimento de Florence Nightingale e o falecimento de Ana Neri. No Hospital Ophir Loyola (HOL), profissionais da área são fundamentais na assistência, sobretudo, com a crise sanitária de Covid-19.

Treinamentos, novos fluxos e estratégias de assistência, uso prolongado de Equipamentos de Proteção Individual, intensificação da higienização de servidores e pacientes passaram a fazer parte do dia a dia. Atualmente, o HOL conta com 140 enfermeiros e 755 técnicos, auxiliares e residentes de Enfermagem que reforçam os cuidados e os protocolos de segurança para atender pacientes oncológicos, renais crônicos e transplantados, os quais fazem parte do grupo de risco.

Eliete MoraisEliete Morais é a enfermeira-chefe e explica que a equipe é fundamental para prestar assistência ao paciente em todas as etapas do tratamento, reforçar a prevenção de complicações, detectar precocemente efeitos colaterais e controlar as condutas a serem executadas.

Ela ressalta que o hospital não é referência no tratamento da Covid-19, mas devido assistir grupos de pessoas que podem desenvolver as complicações mais graves da doença, precisou adequar o atendimento. “Os enfermos com crise de covid e em tratamento de câncer devem dar seguimento aos cuidados diários desenvolvidos com aspectos humanos, técnicos e científicos. É difícil porque não sabemos como o vírus vai agir em outras doenças como o câncer e a doença renal, mas sempre nos mantemos firmes”, pondera Eliete. 

Um dos protocolos para garantir mais segurança no atendimento é a limitação do fluxo de visitantes a fim de evitar a circulação do vírus e reduzir o risco de contaminação. “Agora somos as principais pessoas em contato com os pacientes, o que exige mais dedicação e amor a eles”, enfatiza a profissional. 

Graça RibeiroA enfermeira Graça Ribeiro enfatiza a importância da empatia.  "Além de ser um paciente oncológico, também adquiriu a Covid-19, o estado emocional fica muito abalado, por isso sempre estamos prestando um atendimento humanizado”, declarou Graça que completa 24 anos de profissão.

A enfermagem também é essencial para o cuidado e assistência no pré, intra e pós-operatório. A enfermeira Clarissa Mendes conta que a atenção é redobrada ao preparar o enfermo para a cirurgia e, principalmente, aqueles que precisam de terapia intensiva após o procedimento cirúrgico e que retornam à clínica cirúrgica e precisam de cuidados detalhados.

Clarissa MendesAlém dos cuidados para reduzir os riscos de infecção relacionada à assistência à saúde e, agora, por covid-19, os enfermeiros atuam para garantir todo o funcionamento das clínicas, controle dos horários da medicação, materiais técnicos e higienização do ambiente.  “Avaliamos a condição do paciente, planejamos, diariamente, os cuidados necessários, pois o enfermeiro se responsabiliza 24 horas por uma assistência integral de qualidade e holística, visando o bem-estar desse enfermo”, destaca Clarissa.  

Outra área de atuação são os cuidados paliativos voltados a pacientes que sofrem de doenças crônicas, muitas vezes em fases críticas, e os enfermeiros buscam oferecer uma atenção especial juntamente com a equipe multidisciplinar para reduzir o sofrimento, promover o conforto e a dignidade do indivíduo e da família, atendendo as necessidades da saúde física, emocional e social.

Maria Margarida CarvalhoA enfermeira Maria Carvalho, atuante na Clínica de Cuidados Paliativos Oncológicos, explica que o diagnóstico de câncer causa muito sofrimento ao paciente e à família.  Para ela, esse atendimento diferenciado vai agir nesse sofrimento em todos os aspectos, seja psicossocial ou espiritual, já que enfermagem é a ciência do cuidar e não só do curar.

“Desde a universidade, aprendemos e lidamos com a questão do homem holístico em todos os seus aspectos. A enfermagem e o cuidado paliativo exigem uma grande intimidade e facilidade de trabalhar com esses enfermos. Quando começamos a entender o sentido do nosso trabalho, mudamos os nossos objetivos de vida. Buscamos melhorar o bem-estar do outro, mesmo que ele não tenha mais a cura, ele pode ser acolhido”, declarou.

Por: Viviane Nogueira (Ascom/ HOL)

Por Governo do Pará (SECOM)