Pará gera mais de 3 mil postos formais de trabalho no setor de serviços

O saldo positivo em fevereiro foi constatado em estudo realizado pelo Dieese-PA e Seaster

16/04/2021 20h38 - Atualizada em 17/04/2021 00h55

"Eu atuo no ramo de eventos, sou segurança, e em meio à pandemia o nosso trabalho parou. Atualmente, a banda em que eu presto serviço tem sido contratada para participar de lives, o que nos ajuda bastante. Eu também tenho agregado outras fontes de renda para manter a minha família, como motorista de aplicativo. Não tem sido fácil, mas eu tenho conseguido um resultado positivo”. O relato de Wando Luís Santana reflete a realidade de uma parcela da população que, mesmo diante de inúmeros desafios na crise sanitária provocada pela Covid-19, vem encontrando oportunidades no mercado de trabalho.

Um novo estudo divulgado na última quinta-feira (15), elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho e Renda (Seaster), mostra uma trajetória positiva na geração de empregos formais nos dois primeiros meses de 2021.No Pará, o setor de serviços reage no início de 2021 aos impactos da pandemia abrindo postos de trabalho

O estudo aponta que, entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano, a Região Norte se destacou em contratações no setor de serviços, especialmente o Estado do Pará, que só em fevereiro gerou 3.468 postos de trabalho, no comparativo entre admitidos e desligados. Ainda de acordo com o estudo do Dieese e da Seaster, nos dois primeiros meses de 2021 o Setor de Serviços, em toda a Região Norte, registrou 48.229 admissões contra 40.005 desligamentos, resultando na geração de 8.224 postos de trabalho.

Pacote econômico - Segundo o titular da Seaster, Inocencio Gasparim, o Governo do Pará tem trabalhado para propor ações que amenizem os impactos causados pela pandemia e ofereçam alternativas financeiras à população paraense. “O Estado tem tomado um posicionamento, ido à frente com proposições e projetos econômicos, sobretudo aos mais vulneráveis e aos trabalhadores essenciais. O novo pacote econômico apresentado pelo governo injeta R$ 500 milhões para reduzir os impactos da pandemia em vários setores; o Programa Fundo Esperança disponibiliza R$ 150 milhões para financiamento de pequenos e microempreendedores, sem contar com o auxílio aos informais. Esse processo de retomada adotado pelo governo tem dado certo, e com certeza, junto ao plano de vacinação, contribuirá para a melhoria do cenário econômico em nosso Estado", ressalta o secretário.

O estudo constata que, nos últimos 12 meses (de março de 2020 a fevereiro de 2021), o Pará também alcançou o primeiro lugar no ranking da Região Norte, com saldo positivo na geração de empregos formais no Setor de Serviços. No comparativo entre admitidos e desligados, o Pará registrou 7.227 postos de trabalho, seguido do Acre (com 2.364), Amazonas (1.676) e do Tocantins (1.545).

Everson Costa, técnico do Dieese-PA, explica que "quando um setor que é fundamental continua fomentando e movimentando a geração de postos de trabalho, isso nos mostra que as políticas que ainda continuam, como o Fundo Esperança e o Renda Pará, estão fazendo com que o setor continue crescendo".

"Nós enxergamos o dado de forma positiva, inclusive o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sinalizou essa semana que o segmento registrou um crescimento, a nível nacional, e automaticamente o Pará acompanha esse resultado, visto que o Estado é um dos maiores empregadores na área de serviço", complementa. 

Por Camila Santos (SEASTER)