Dia Mundial da Atividade Física: exercícios são aliados do bem-estar físico e mental

Profissionais destacam cuidados na retomada das atividades físicas pós-covid

06/04/2021 13h00 - Atualizada em 06/04/2021 14h36

Turma de mulheres se exercita com aula de atividades físicas promovida pela Secretaria de Esporte e Lazer do Pará (Seel)A prática regular de atividade física é capaz de melhorar a circulação sanguínea, fortalecer o sistema imunológico, diminuir o risco de doenças cardíacas, de depressão e de estresse, além de melhorar a autoestima e a disposição. Esses são apenas alguns dos benefícios promovidos pela realização de exercícios, que influencia diretamente o bem-estar físico e mental de quem pratica.

Nesta terça-feira (6), celebra-se o Dia Mundial da Atividade Física e a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) destaca a importância de se movimentar, especialmente, durante a pandemia da Covid-19.

“A prática de atividade física está diretamente relacionada com a saúde do corpo e da mente e compreende qualquer atividade motora que resulte num gasto energético acima dos níveis de repouso. Nesse período de isolamento social, recomenda-se um estilo de vida fortemente ativo em ambiente domiciliar. As pessoas precisam incorporar atividades de movimentação no dia a dia para garantir maior qualidade de vida”, ressalta o educador físico e diretor técnico de Esporte da Seel, Erivelto Pastana.

O sedentarismo é um alto fator de risco para a saúde, por isso, as atividades físicas devem fazer parte da rotina de todas as pessoas, que devem respeitar os limites corporais de cada faixa etária. Dicas como reduzir o tempo gasto em frente as telas (tablets, celulares e televisão) e aproveitar o tempo economizado se exercitando; preferir caminhadas; subir escadas; dançar; brincar e realizar quaisquer atividades que estimulem os movimentos corporais são destaques entre os profissionais da área.

Segundo o IBGE, 47% dos brasileiros são sedentários. O educador físico da Seel alerta sobre a importância dos exercícios para que, a cada dia, menos gente faça parte desta estatística. Para quem está parado e tem receio de voltar a praticar alguma atividade física, a recomendação dos profissionais é que procure um profissional de educação física qualificado para fazer o acompanhamento e faça exames para verificar o estado geral de saúde. Assim, será indicado o melhor tipo de atividade física e a intensidade, de acordo com as particularidades de cada um.

ATIVIDADES FÍSICAS E PÓS-COVID

Durante o período da doença, a recomendação é a suspensão das atividades. Mesmo para quem testou positivo e permaneceu assintomático, a orientação é de evitar o treinamento físico por pelo menos duas semanas, a contar da data do resultado do teste. Quem desenvolveu sintomas leves ou moderados da Covid-19, no mínimo, é recomendada uma interrupção de duas semanas de qualquer treinamento físico. Essa suspensão deve contar a partir do fim dos sintomas.

Pacientes hospitalizados com Covid-19 devem levar em consideração o aumento do risco de lesão do miocárdio, por isso, devem ter um acompanhamento de uma equipe multiprofissional, com um check up de exames cardiológicos, para retomar, gradativamente, às atividades físicas.

Todos os recuperados pela doença devem ficar atentos à possibilidade de lesão cardíaca e devem participar de avaliação cardiovascular clínica cuidadosa em combinação com biomarcadores cardíacos e imagens. Se não houver comprometimento cardíaco, o retorno às atividades físicas, com acompanhamento clínico, pode ser feito.

"Após ter Covid-19 e se recuperar, o paciente pode investir em exercícios aeróbicos, equilíbrio e de fortalecimento, de acordo com a orientação médica e acompanhamento de fisioterapeuta. E a medida que o paciente for fazendo, pode ir aumentando a carga, tanto de intensidade, como em relação ao tempo. Mas é sempre bom lembrar que cada caso é um caso e precisa de avaliação. O fisioterapeuta deve acompanhar sempre que possível o paciente e verificar a saturação e frequência cardíaca, por exemplo", explica a fisioterapeuta Aline Therezo, que atua na reabilitação de pacientes que tiveram a doença.

Por Giovanna Abreu (SECOM)