Fábrica Esperança confecciona material para abrigos de moradores de rua em Belém

O trabalho é feito por 20 profissionais, sendo 15 egressas do sistema penitenciário do Pará. Ao todo serão produzidas mais de 25 mil peças.  

22/03/2021 12h23 - Atualizada em 22/03/2021 12h37

Produção de materiais pessoais, como as máscaras protetivas, foi retomada pelo governo estadual às pessoas em situação de rua A Organização  Mundial da Saúde (OMS) considera que as pessoas em situação de rua estão mais vulneráveis à infecção do novo coronavírus. Para prevenir o contágio da covid-19, nesse segmento social, o governo estadual retomou a estratégia dos espaços de acolhimento. 

A ação é coordenada pela Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) e conta com o apoio de diversos órgãos, entre eles, a Fábrica  Esperança, que desde o dia 12 deste mês de março, tem se dedicado à confecção de materiais pessoais para as pessoas em situação de rua nos abrigos. 

O objetivo, segundo o governo, é permitir condições adequadas de alojamento, isolamento, alimentação e outras demandas sanitárias e de prevenção dos riscos de infecção ou disseminação do novo coronavírus entre as pessoas em situação de rua. Para isso, são produzidas 20 mil máscaras, 1.250 camisas, mil lençóis, mil shorts, mil toalhas e mil fronhas. Ao total são mais de 25 mil peças em confecção. 

“Nesta ação, nós fizemos um trabalho similar ao que realizamos em 2020. Serão produzidos mil kits de enxoval e 20 mil máscaras de proteção. O nosso parque industrial de confecção está apto a transformar qualquer material de tecido ou malha em produto final’’, destacou o diretor da Fábrica Esperança, Artur Jansen. 

As costureiras que fazem as peças para os abrigos também cumprem os protocolos das medidas sanitárias contra o novo coronavírusO trabalho é feito por 20 profissionais, sendo 15 egressas do sistema penitenciário do Pará, parceria entre a Fábrica Esperança e a Secretaria de Estado de Assuntos Penitenciários (Seap). O parque industrial, atualmente, funciona com 20% da produção e segue obedecendo os protocolos de segurança, com o distanciamento social, aferimento de temperatura, as regras de higienização e uso de máscara. 

Célia de Nazaré, 42 anos, é costureira da fábrica e produz máscara para a distribuição. "É um prazer enorme poder ajudar os moradores de rua, muitos não têm perspectiva de nada e o pouco que a gente faz, já é gratificante’’, disse ela. 

Atuação - Em 2020, a Fábrica Esperança teve a produção de 10 mil máscaras por dia. O material foi distribuído para profissionais da Segurança e da Saúde, linhas de frente no combate da pandemia.

As ações de confecção também beneficiaram as pessoas em situação de rua, que estavam no Mangueirão, durante o período de isolamento social no último ano. Foram produzidos vestuários, lençóis e fronhas para atender a demanda do espaço de acolhimento. 

Espaços - Os abrigos estão em três escolas estaduais de Belém: Lauro Sodré, onde funcionarão a triagem e o cadastro. Após esse processo, os moradores são encaminhados para as escolas Dom Pedro II e Jarbas Passarinho. 

Por Bruna Brabo Secom (SECOM)