Governo do Estado incentiva Empreendedorismo Feminino

Projetos como o 'Ela Pode', da Sectet; 'Girândola', da Sejudh; e a linha de crédito Empodera, do Banpará, estimulam a autonomia financeira da mulher

08/03/2021 13h48 - Atualizada em 08/03/2021 15h56

Mulheres buscam ser protagonistas da própria história de vidaO Governo do Pará desenvolve ações ao longo do ano que incentivam o empreendedorismo feminino, como o Projeto Ela Pode, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet); Projeto Girândola, coordenado pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh); e a linha de crédito Empodera, do Banco do Estado do Pará (Banpará).

A importância do reconhecimento da igualdade de direitos é lembrado neste 8 de março. “O Dia Internacional da Mulher fortalece toda uma construção de luta histórica das mulheres que vieram antes de nós, saindo às ruas pelas conquistas de direitos trabalhistas, de acesso à educação, direito ao voto entre outras batalhas que envolvem demandas pertencentes ao universo feminino. E compreender a importância histórica dessa data nos dá também força para continuar lutando principalmente pelo acesso ao conhecimento que é o principal indicador de estímulo à nossa autonomia e liberdade”, explica Jana Borghi, instrutora do Projeto Ela Pode, desenvolvido em parceria pela Sectet e a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp).

A autonomia financeira é um dos instrumentos de libertação à opressão e violência que reverberam em outras áreas como a segurança e saúde, que demandam políticas de valorização da mulher.  “Precisamos acessar o conhecimento de qualidade para que consigamos ser protagonistas das nossas próprias escolhas, e ampliar nossa mente e construir a nossa autonomia, seja ela socioemocional ou financeira, que é a base do trabalho do Ela Pode”, acrescentou Jana.

Por essa razão, cursos sobre atividades econômicas são levados aos sete bairros atendidos pelo programa Territórios pela Paz (TerPaz). O conteúdo da formação presencial aborda o empreendedorismo feminino com estímulo à autonomia financeira e socioemocional das mulheres paraenses, levando em consideração suas realidades, percepções e trajetórias. Nas formações são trabalhadas as seguintes temáticas: assertividade, liderança, redes de relacionamento, finanças e ferramentas digitais. Confira aqui o calendário.  

“Ficamos sabendo do projeto por amiga que estava fazendo em associação do bairro (Benguí). Fizemos o curso há duas semanas. Nossa experiência veio para abrir nossos olhos, às vezes, achamos que estamos acertando e um dos módulos do curso veio para mostrar onde estávamos errando. Ajudou muito”, garantiu Rosiane Cravo, que assistiu a uma das formações promovidas em fevereiro de 2021. Ela é dona de uma confeitaria.

A partir da qualificação, é necessário também garantir oportunidades para as mulheres. Assim, o Banpará criou a Empodera, uma linha de crédito destinada, exclusivamente, às mulheres empreendedoras que moram e atuam nos territórios do TerPaz. Com a iniciativa, mais de 270 mulheres já receberam financiamento em atividades formais ou informais, com pelo menos três meses de funcionamento e capacitação comprovados.

“O portfólio de produtos de microcrédito do Banpará consegue atender todas as necessidades das empreendedoras paraenses e ponderar suas particularidades. Por isso, trabalhamos com a metodologia de microcrédito produtivo e orientado, a partir de uma trilha de aprendizado que busca desenvolver e estruturar as empreendedoras para que elas possam sair da informalidade e avançar na constituição de empresas no futuro”, explica Cindy Ornela, superintendente de Desenvolvimento Econômico e Social, da instituição financeira.

Rede de Proteção – Para que as mulheres consigam trilhar seus caminhos de forma autônoma, é necessário garantir um contexto seguro para elas e seus filhos, por meio de articulação de instituições com poder decisório e execução de políticas públicas. O Projeto Girândola - Caminho para a Autonomia Financeira e Empoderamento da Mulher atende 100 mulheres em situação de violência doméstica e vulnerabilidade social, em Ananindeua. 

O projeto conta com parceiros como o Conselho Municipal de Defesa do Direito da Mulher, a Fundação ParaPaz, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Secretaria Municipal de Assistência Social, além do Sebrae, Prefeitura Municipal de Ananindeua, a Faculdade Esmac, a Ong Somecdh.

“Esse projeto tem como objetivo fazer um acolhimento diferenciado a essas mulheres e potencializas as suas ações para que as mesmas alcancem uma oportunidade de melhorar sua situação financeira e desta forma sair do ciclo da violência doméstica”, explica Márcia Jorge, responsável pela Coordenadoria de Integração de Políticas para as Mulheres (CIPM), vinculada à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

“Em referência ao dia 8 de Março, a Sejudh, em parceria com os movimentos sociais e as entidades que representam o sistema de garantia dos Direitos da Mulher por meio de representações do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, a Procuradoria da Mulher da Alepa, Ministério Público do Estado do Pará, Fundação ParaPaz e movimentos aprovaram a proposta de trabalharmos nesse mês de março a campanha com o tema ‘Órfãos do Feminicídio, vítimas invisíveis’. Um tema que discute a situação das vítimas do feminicídio, infelizmente, ainda temos muitas mulheres que estão perdendo as suas vidas e deixando infelizmente seus filhos e seus familiares em uma situação que precisa ser vista por meio das políticas públicas”, acrescentou Márcia Jorge.

PROGRAMAÇÃO

A programação inicia às 14h desta segunda-feira, 8 de março, com a palestra “Órfãos do Feminicídio: Vítimas Invisíveis – Vidas Ceifadas, Órfãos deixados!”, no hall do shopping Metrópole, em Ananindeua. Em seguida, às 19h, haverá um webnário (transmissão ao vivo) com o mesmo tema, nas redes social Facebook da secretaria, e ainda no site Youtube, nos respectivos endereços na internet: https://www.facebook.com/sejudhPARA. e https://www.youtube.com/c/SEJUDHPa.

Nesta terça-feira (9), uma live fará o debate com mulheres jovens referentes às consequências do feminicídio. No dia 12, outra live terá como tema o “Atendimento à Mulher na rede de serviços e à violência institucional”. Em 19 de março, a live abordará o tema “A mulher preta em Ananindeua”, que marcará também o Dia Internacional para a Eliminação Racial.

Todos os eventos serão transmitidos nas redes sociais da Sejudh.

Por Dayane Baía (SECOM)