Com apoio da Emater, agricultor se torna produtor de pimenta do reino em Abel Figueiredo

26/02/2021 14h08 - Atualizada em 26/02/2021 17h17
Por Rodrigo Reis (EMATER)

A partir de ação direta do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) de Abel Figueiredo, na região sudeste, o agricultor Claudeci Guilherme de Oliveira realizou um sonho: plantar, em um hectare, dois mil pés de pimenta do reino preta, de três cultivares diferentes, adquiridas no município de Tomé-Açu, a cidade polo da cultura no Pará. O plantio está localizado no Rancho Monte Sião, vicinal Serra das Araras, a oito quilômetros do centro do município.

“Foi um sonho realizado e a Emater faz parte dele, que foi de trabalhar com a cultura da pimenta do reino”, conta o agricultor, que é assistido há cinco anos. O plantio deu tão certo que o agricultor já pensa, inclusive, em solicitar crédito rural para aumentar o plantio e, consequentemente, a renda.

O início da atividade começou em 2019, onde os técnicos da Emater dividiram a área em dois talhões, para realizar a coleta de amostras do solo. A análise foi realizada em laboratório, e a interpretação dos resultados e recomendação de adubação e corretivos foi recomendada pela própria equipe técnica. Para correção da acidez do solo, foi incorporado a uma profundidade de 20 centímetros o calcário na proporção de duas toneladas por hectare.

Também, com objetivo de aumentar a taxa de matéria orgânica, foram incorporados os restos vegetais do pasto velho, previamente dessecado. Esse manejo é considerado fundamental para recuperação de áreas degradadas de forma sustentável.

“O agricultor nos procurou com sua demanda, que também era um sonho dele. Prontamente nos colocamos à disposição. Hoje, ele é um exemplo”, contou o engenheiro agrônomo e mestre em agronomia Newton Figueira.

Plantio

“Sempre que possível, procuramos utilizar produtos caseiros e alternativos contra pragas oportunistas como cochonilhas e pulgões. São misturas utilizando elementos de cozinha tais como detergentes de coco, água, sabão em pó dentre outros que testamos. Tais produtos não apresentam toxicidade expressiva, mas, conseguem afugentar boa parte dos ataques sem trazer perigo para pessoas ou animais”, complementa o engenheiro agrônomo.

A primeira safra veio em meados de 2020 e chamou atenção para a produtividade de 1,0 kg de grãos por planta, considerada excelente para o primeiro ano de produção. É a partir da segunda colheita que se espera maiores resultados com o plantio da pimenta do reino. Um pé de pimenta pode produzir bem por até 10 a 12 anos com produtividade aproximada de 4,0 a 5,0kg/planta/ a partir do quarto ano de produção.

O agricultor Claudeci Oliveira reforçou a importância da Emater, em todas as etapas: “Acredito que não adiantaria, com tanto esforço, doar nosso tempo e investir nas economias sem buscar o conhecimento técnico para fornecer os nutrientes e água adequados para a produção das plantas”, por exemplo.

“Tive grande apoio técnico da Emater e procurei seguir as orientações. Também buscamos instalar sistema de irrigação por gotejamento antes que viesse o período seco na região, que geralmente ocorre entre final abril a início de maio até final de outubro - novembro. Minha família ficou muito satisfeita com o resultado e já planejamos dobrar a área plantada”, explicou.

Pimenta

A produção da pimenta do reino envolve mais de 30 mil famílias no Estado inteiro e a Emater tem papel fundamental no processo de fortalecimento da cadeia produtiva. Segundo dados da empresa, o Pará é o segundo maior produtor de pimenta do reino no Brasil, só perdendo para o Estado do Espírito Santo. As maiores produções se concentram nos municípios de Tomé-Açu, Baião, Mocajuba, Igarapé-Açu, Capitão Poço, Garrafão Norte, Nova Esperança do Piriá e Breu Branco.