Governo destaca importância da presença feminina na ciência

Centro de Ciências e Planetário do Pará apoia coletivo feminino Tainá-Kan, que fez live nesta quinta-feira, 11, Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência

11/02/2021 15h39 - Atualizada em 11/02/2021 16h57
Por Carol Menezes (SECOM)

Coletivo feminino Tainá-Kan é ligado ao Centro de Ciências e Planetário do Pará, e promove ações para a inserção da mulher na CiênciaNos últimos dois anos, a gestão estadual como um todo vem se dedicando também para garantir a presença e a representatividade feminina nos espaços. Uma dessas iniciativas envolve o destaque e o estímulo para a contribuição de mulheres nos meios científicos, que ainda constituem minoria na área, seja em um cenário regional ou nacional.

Um desses movimentos é o Tainá-Kan, coletivo feminino ligado ao Centro de Ciências e Planetário do Pará (CCPPA) criado para desenvolver ações de maneira contínua de pesquisa, ações e eventos relacionados à inserção das mulheres na Ciência. Em razão de hoje, 11 de fevereiro, ser o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, o grupo promoveu uma live durante a manhã, transmitida pela página do Planetário no Facebook.

"Estudos e pesquisas têm mostrado que, apesar dos avanços consideráveis na participação de mulheres nos campos de pesquisa e nas atividades científicas, principalmente nas Ciências Humanas e Sociais, a gente ainda encontra algumas situações controversas", confirma Bianca Venturieri, docente do CCPPA e doutora em Educação para Ciência. "Falta a divulgação e representatividade dessas mulheres cientistas e pesquisadoras em cargos de chefia, projeção e divulgação científica. É muito importante uma maior ênfase por parte de instituições de Ensino e Pesquisa no sentido de dar essa visibilidade à produção de pesquisadoras paraenses", explica.

De acordo com Bianca, o meio acadêmico cientifico é restrito, e muita coisa produzida fica restrito basicamente a quem é da área. "Reconhecer os trabalhos, olhar essas diferenças já são grandes contribuições. Divulgar as pesquisas, os projetos de extensão, seja das formas mais simples, até mesmo para as propostas de criação de políticas públicas para garantir que essas mulheres possam atuar, tudo isso é válido", estimula. 

O titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet) e da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), Carlos Maneschy, reafirma a obrigação de reconhecer o papel "extraordinário" que as mulheres representam para a ciência de maneira mais específica.

"A Sectet e o Governo também entendem que, particularmente no Pará, a contribuição das mulheres no combate ao coronavírus tem sido extremamente significativa. E posso atestar, como presidente da Fapespa, grandes projetos de pesquisa que chegam para financiamento são conduzidos por mulheres cientistas. Ou seja, mais uma vez as mulheres reforçam o seu papel no desenvolvimento científico do Estado", reconhece o gestor.