Pará bate recorde na contratação de jovens aprendizes mesmo no cenário da pandemia

Na Região Norte, o Estado foi o que mais contratou nessa faixa etária em 2020

08/02/2021 12h30 - Atualizada em 08/02/2021 15h49

Lançado em agosto de 2019 pelo governo estadual, o Programa Primeiro Ofício já assegurou mil vagas de aprendizagem para jovensAos 20 anos, o jovem Ronald Furtado conseguiu sua primeira oportunidade profissional em novembro de 2020. Ele foi um dos beneficiados do Programa Primeiro Ofício. Hoje, trabalhando em uma companhia de mineração e exploração de ouro na região do Tapajós, ele é só agradecimentos ao Governo do Pará.

“Eu observo que o mais importante foi a motivação que esta oportunidade me deu, visto que ela traz experiência na carteira de trabalho e mais um curso para o currículo, o que é ótimo para o início da vida de trabalho de um jovem. Hoje em dia, quase todos empregos pedem experiência para poder conseguir uma vaga. Agora, estou aprendendo a ser mais responsável e a mudar hábitos que só me distanciaram de alcançar os meus objetivos, além de fazer com que com que eu me interessasse pelos estudos e buscasse uma qualificação. É uma experiência que eu nunca tive antes”, completou Ronald Furtado.

Ronald é apenas um entre os sete mil rapazes e moças contratados no ano de 2020 como aprendizes no Pará. Mesmo em meio à pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, o Pará foi o estado da região Norte que mais empregou jovens aprendizes.

Os dados são de um estudo divulgado no dia 5 deste mês de fevereiro, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho e Renda (Seaster), com base em dados do Ministério da Economia. O levantamento segue o novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e aponta que os setores que mais empregaram foram: comércio, serviços e indústria.

Mesmo com todas as adversidades e reflexos negativos por conta da pandemia, o Estado do Pará encerrou o ano com bons resultados na geração de empregos formais. Segundo as análises do Dieese/PA, em 2020, o Pará contratou formalmente 6.949 jovens, resultado equivalente a 40,7% do total de pessoas dessa faixa etária contratadas na região. Em seguida, aparecem o Estado do Amazonas, com a contratação de 4.674 jovens; e o Estado de Rondônia; 2 mil jovens.

O secretário de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda, Inocencio Gasparim explica que há uma determinação, por parte do Ministério do Trabalho, que exige a contratação de aprendizes para empresas de médio e grande porte.

De acordo com o Diesse, no Pará, os segmentos que mais contrataram jovens aprendizes, em 2020, foram Comércio, Indústria e Serviços“Conforme determina o artigo 429 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), as empresas que têm pelo menos sete empregados, contratados nas funções que demandam formação profissional, são obrigados a contratar e matricular aprendizes nos cursos de aprendizagem, no percentual mínimo de cinco e máximo de 15%. No Pará, em que pese o ano da pandemia e todas as suas consequências, o Governo do Estado tem incentivado políticas públicas voltadas aos jovens, o que contribuiu para o alcance deste resultado significativo. O exemplo é o Primeiro Ofício, programa que se volta para uma parcela da juventude mais vulnerável”, acrescentou.

O Primeiro Ofício foi lançado em agosto de 2019, com o objetivo de gerar oportunidade de inserção no mercado de trabalho para jovens entre 14 e 24 anos que se encontram em vulnerabilidade social. Por meio da Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), o Governo do Estado mantém a iniciativa que visa a sensibilizar empresas que usufruem de algum tipo de benefício fiscal a dedicar 30% de suas vagas do Programa Jovem Aprendiz a jovens oriundos do cumprimento de medidas socioeducativas e do sistema prisional, ou que estejam em situação de vulnerabilidade.

O programa Primeiro Ofício já inseriu mais de mil jovens em vagas de aprendizagem no Estado do Pará e certificou diversas empresas com o selo “Empresa Cidadã”.

“O Primeiro Ofício tem se apresentado como uma excelente iniciativa para a mudança de vida desses jovens, além de ser uma oportunidade de qualificação social totalmente gratuita. No mês de março, iremos agregar mais empresas à esta rede, e relembramos que não há custo nenhum ao empresariado, ao contrário, eles se tornam parceiros do Estado e recebem o reconhecimento pela contribuição efetiva no futuro da nossa juventude,” reforça o titular da Seaster.

O Estudo do Dieese aponta ainda que entre os setores econômicos que mais contrataram Jovens Aprendizes o que mais se destaca é o do Comércio, que registrou a admissão de 2.728 jovens, o que equivale a 39,3% do total de contratações, seguido dos setores da Indústria, 1.578 jovens (22,7% do total de contratações); e do setor de Serviços, 1.410 jovens (20,3% do total de contratações).

Por Camila Santos (SEASTER)