Curso de capacitação é ofertado para profissionais de segurança que atuam no Terpaz

19/01/2021 14h25 - Atualizada em 19/01/2021 15h22
Por Aline Saavedra (SEGUP)

Temas como Lei Maria da Penha, feminicídio e Estatuto da Criança são alguns dos assuntos abordados na Capacitação aos agentes do Sistema de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Sieds) no atendimento à criança, adolescentes e mulheres vítimas de violência. O curso é promovido pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará por meio da Diretoria de Prevenção (Diprev) e executado pelo Instituto de Ensino de Segurança Pública (IESP), vinculado à Segup.

A aula inaugural da primeira turma foi realizada nesta terça-feira (19), no Iesp, obedecendo todos os critérios de saúde no combate à proliferação da Covid-19. Serão sete turmas com 39 vagas para cada bairro contemplado com o Terpaz: Bengui, Guamá, Terra Firme, Jurunas e Cabanagem, em Belém, Icuí Guajará, em Ananindeua e Centro em Marituba. O curso finalizará no mês de fevereiro e as aulas serão ministradas nas dependências do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e no Comando-Geral da Polícia Militar.

O curso conta com mais de 200 vagas que foram disponibilizadas para agentes dos órgãos da Policia Militar, Policia Civil, Corpo de Bombeiro Militar, Guarda Municipal, Centro de Perícia Criminal Renato Chaves, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Conselho Tutelar, priorizando que atuam nos locais onde estão instalados Territórios pela Paz, TerPaz. 

Os assuntos abordados por profissionais da área são: Legislação Especial l, que engloba Lei Maria da penha e Lei do Feminicídio; Legislação Especial II, com os temas Estatuto da Criança e do Adolescente e Escuta Especializada; Abordagem Sociopsicológica do crime e da violência; Atribuição das redes de atendimento especializado e ainda uma palestra sobre Polícia de proximidade.

De acordo com Luciano de Oliveira, coordenador do eixo de segurança pública do Terpaz, a escolha dos temas surgiu devido à necessidade da população. “Foram feitas escutas, com nossos efetivos, profissionais da área e também a população, e a partir disso decidimos escolher esses temas, visto que precisamos descentralizar o atendimento das vítimas de violência para darmos a ela o atendimento inicial de qualidade até que ela chegue à delegacia especializada. Além disso, o aumento dos casos de violência doméstica no momento em que o mundo enfrenta uma pandemia foi um fator determinante para esse curso”, destacou o diretor.