Novo sistema de transmissão reforça segurança energética e impulsiona RMB e Nordeste do Pará

As novas linhas de transmissão vão atender 3,2 milhões de pessoas

13/01/2021 12h18 - Atualizada em 13/01/2021 13h55
Por Leonardo Nunes (SECOM)


O governador Helder Barbalho no evento que marca o começo da operação das duas novas linhas de transmissão de energia, hoje (13) O governador Helder Barbalho participou, nesta quarta-feira (13), da solenidade que marcou o início da operação de duas linhas de transmissão energética. Uma com 500Kv vai atender toda a Região Metropolitana de Belém (RMB) e outra com 230 Kv vai reforçar o abastecimento na região nordeste do Estado. 

Na RMB, a nova linha de transmissão representa mais do que o dobro da capacidade de atendimento atual. Na região nordeste paraense, a nova linha gera capacidade 70% maior do que a já utilizada. No total, 25 municípios devem receber energia com maior confiabilidade, beneficiando mais de 3,2 milhões de pessoas. 

O governador Helder Barbalho ressaltou a importância  na entrega da nova estrutura com capacidade de ofertar energia para o crescimento e desenvolvimento  socioeconômico do Estado. Ele destacou que o Pará vivência um momento de atração de novos investimentos privados e destacou a necessidade da infraestrutura para garantir competitividade. 

Helder destacou a ampliação da capacidade de energia como essencial para o desenvolvimento social e econômico do Estado do Pará“A relevância deste momento em que se coloca um sistema alternativo de abastecimento energético para as Regiões Metropolitana e nordeste nos trás tranquilidade para evitarmos o caos. Por outro lado, a ampliação da oferta de energia é fundamental para que o Estado possa dar ao cidadão e, aqueles que aqui investem, oferta e qualidade de energia para que as pessoas possam usufruir dentro de suas demandas, sejam elas particulares ou coletivas”, disse o governador Helder Barbalho. 

“Esta nova oferta de energia permite que nós tenhamos uma capacidade já projetada para 10 anos de crescimento. Essa nova realidade permite abastecimento para as indústrias já existentes e as que possam chegar ao Estado e, consequentemente, a geração de empregos e renda para nossa população. Temos desafios neste setor como redução de tarifa e retirar 16 cidades que estão isoladas do sistema nacional de energia, mas certamente o passo dado hoje nós trás segurança e amplia a oferta de energia”, completou.

Na solenidade, Helder Barbalho também enfatizou o crescimento das cidades do Pará e a necessidade da energia pelo setor produtivo O novo sistema de transmissão chega para atender o crescimento das cidades, principalmente, no que diz respeito a Belém, onde a linha de 500 kV vai beneficiar todos os municípios que compõe a Região Metropolitana, como a capital, Ananindeua, Benevides, Marituba, Santa Izabel, distrito de Mosqueiro e Santa Bárbara.  

Já na região nordeste do Pará, a linha de 230 kV beneficiará Castanhal, São Francisco do Pará, Ourém, Bragança, Capanema, Salinópolis, Santa Luzia, Colares, Igarapé Açu, Paragominas, entre outros.  

O presidente do Grupo Equatorial Energia, Augusto Miranda, afirma que estudos do setor elétrico apontaram a crescente demanda de energia elétrica nestas regiões. “Participamos de um leilão em 2016 e conseguimos nos tornar responsáveis pela construção e operação das linhas. Na ocasião, muitas empresas declinaram de construir e operar por levar em conta a complexidade da região, mas embarcamos no desafio e estamos saindo dele com bastante êxito”, avaliou Augusto Miranda.   

A obra dos linhões está sendo entregue à população paraense com 15 meses de antecedência em relação ao prazo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).    

125 quilômetros e 283 torres - As duas linhas têm a extensão em cerca de 125 km e são compostas por 283 torres metálicas, que dão suporte aos cabos condutores, e mais três subestações de energia: Subestação de Marituba, a principal do empreendimento, Subestação Vila do Conde, que pertence à Eletronorte, mas ampliada pela Equatorial Transmissão e onde ocorre a interligação da linha de 500 kV. Ainda há a Subestação de Castanhal, pertencente à Transmissoras Brasileiras de Energia, onde Equatorial Transmissão construiu um espaço para receber a linha de 230 kV.    

O empreendimento é fruto de um investimento na ordem de R$ 560 milhões e, durante o tempo em que ficou em construção, cerca de três anos, gerou em torno de dois mil empregos diretos.     

Segurança – O presidente da Equatorial Transmissão, Joseph Zwecker, reiterou a importância da segurança energética. “Além de trazerem maior confiabilidade ao sistema elétrico que supre o Pará, e melhorar a qualidade da energia elétrica que chegam às residências dos clientes da Equatorial Energia Pará, as novas linhas possuem maior segurança nas suas estruturas, pois nenhuma das torres de sustentação dos cabos está localizada no meio do rio. Dessa forma não há o risco de acidentes com embarcações”, explicou Zwecker.    

O presidente da Equatorial Pará, Marcos Almeida, ressaltou os impactos positivos na rede de abastecimento do Estado. “Nós ficamos muitos honrados em poder receber uma obra desse porte, sobretudo porque vai atender uma região que não para de crescer e que necessita desse grande reforço de energia, para que a gente possa alavancar ainda mais o desenvolvimento, com energia de qualidade e com muito mais segurança”, destaca o presidente.  

Glossário   

Linha de Transmissão – É pelas linhas de transmissão que a energia vinda das usinas geradoras, como Furnas, Itaipu, Belo Monte ou Tucuruí, percorre a Rede Básica do Sistema Interligado Nacional – SIN, até chegar às Subestações e às redes de distribuição dos Estados e ser disponibilizada aos consumidores.    

Subestações de energia – As subestações de energia são responsáveis pelo início da distribuição da energia. Elas funcionam como pontos de entrega de energia para os consumidores. Quando essa energia chega nas subestações é feito o aumento ou diminuição de tensão para adequá-la ao consumo dos clientes.       

Rede de distribuição – Após sair das usinas, percorrer a rede de transmissão e passar por adequações nas subestações, a energia chega à rede de distribuição, onde será encaminhada ao seu destino final, os consumidores.

Governo do Pará já cobrou da União garantia de abastecimento de energia elétrica 

Em novembro de 2020, preocupado com o desabastecimento energético no Estado vizinho do Amapá, o governador Helder Barbalho enviou ofícios ao Ministério de Minas e Energia, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Operador Nacional do Sistema Elétrico sobre o abastecimento de energia elétrica em municípios paraenses atendidos pela mesma prestadora que atende o Amapá. 

O Amapá vivenciou uma profunda crise energética que impactou no fornecimento de água e alimentos e se desdobrou em outros prejuízos à população.

O governador Helder Barbalho enfatizou que a iniciativa é de caráter preventivo e visa a garantia do abastecimento em parte dos municípios da região da Calha Norte.

"De forma preventiva, nós estamos pedindo essas informações para não sermos surpreendidos com episódios semelhantes ao do estado vizinho do Amapá. As cidades de Oriximiná, Óbidos, Alenquer, Monte Alegre, Curuá e o distrito de Monte Dourado, no município de Almeirim, são abastecidos pela mesma empresa e nós não podemos admitir que as falhas ocorridas no Amapá possam acontecer aqui no Estado do Pará”, pontuou na época  o chefe do poder executivo estadual.

*Com informações da Equatorial Energia