Seduc oferece escolarização para crianças em tratamentos oncológicos

23/11/2020 15h57 - Atualizada em 23/11/2020 16h59
Por Lilian Guedes (SEDUC)

No dia 23 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer infantil, data criada para promover debates, ações educativas e políticas públicas para as crianças e seus familiares. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio da Coordenação de Educação Especial (Coees) e a Classe Hospitalar e Atendimento Domiciliar (CHAD), ministram aulas para cerca de 85 alunos da rede estadual, que estão em tratamento de oncologia, nos hospitais atendidos pelo projeto e também nas casas desses alunos.

As aulas são presenciais em um espaço estruturado dentro do Hospital, respeitando as normas hospitalares e particularidades do tratamento de cada criança. Todos cumprem sua carga horária bem como o conteúdo programático, mas com didáticas e recursos diferenciados. 

Dona Cleudilene Louzada, mãe do aluno Jerllyson de Paula, que desde os 7 anos frequenta a classe hospitalar, conta que desde o início do tratamento de leucemia no Hospital Ophir Loyola, através do projeto da Seduc, o filho pôde continuar os estudos onde aprendeu a ler e a escrever. 

“É de suma importância que os hospitais mantenham os projetos da classe hospitalar, porque o que a gente tem que ter em mente é que a vida dos nossos filhos vai continuar. Eles não podem parar os estudos, pois assim que o tratamento terminar, a vida continua e eles necessitam ter um futuro, um futuro melhor para recomeçar. Então, eu fico muito feliz do meu filho ter tido a oportunidade de ainda estar estudando mesmo com todas as dificuldades”, comentou Cleidiane.

Atualmente, com 16 anos, Jerlysson continua seu tratamento no Hospital Oncológico Infantil Otávio Lobo, mas foi além dos estudos e conseguiu realizar o sonho de lançar o livro “Minha História”. A obra, lançada em 2019, relata a luta contra a leucemia como forma de ajudar outras crianças em tratamento.

Para o coordenador da Educação Especial, Felipe Linhares, a educação hospitalar ajuda na reabilitação dos alunos, trabalhando a interação, a leitura e o incentivo para superar o tratamento com mais força. “As aulas ajudam no tratamento pois estimula o desenvolvimento individual, promovendo a interação, distração, fortalecendo a recuperação do paciente”, disse o coordenador. 

A classe Hospitalar não atende somente a oncologia, mas também atua no atendimento das demais patologias, com cerca de 700 atendimentos por mês. Na Região Metropolitana de Belém (RMB), o projeto funciona no Hospitais Oncológico Infantil Octávio Lobo, Santa Casa, Barros Barreto, Clínica Gaspar Vianna, Hospital Metropolitano,  Abrigo João Paulo II e Atendimento Domiciliar. Em Santarém, no oeste do Pará, o atendimento é feito no Hospital Regional do Baixo Amazonas.

Por pertencerem ao grupo de risco, durante o pandemia da Covid-19, os alunos estão recebendo atendimento remoto através dos cadernos de atividades produzidos pela equipe de ensino da Educação Especial. O serviço da classe hospitalar é realizado por meio de convênio entre a Seduc e os hospitais do Estado para garantir o direito à educação.

Atendimento Domiciliar - O CHAD foi criado em 2002, e é encarregado de estruturar políticas de organização do sistema de atendimento educacional em ambientes hospitalares e domiciliares e tem como atribuição oferecer suporte técnico e pedagógico às Instituições Públicas de Saúde conveniadas, às escolas detentoras de alunos em atendimento, assim como apoio psicológico às famílias envolvidas e atende nos turnos da manhã e tarde, educandos da Educação Básica (Educação Infantil, anos iniciais 1º ao 5º ano, anos finais do 6º ao 9º, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos/EJA).