Pará concentra 49% das atrações naturais da Amazônia

É o que atesta a Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a exuberante paisagem paraense, excelente por natureza

12/11/2020 16h48 - Atualizada em 12/11/2020 18h23

A praia de Alter-do-Chão, em Santarém, às margens do Rio Tapajós, tem notoriedade internacional como uma das mais belas do planetaO Pará é dono de grandes atrativos turísticos da Amazônia. O fato foi confirmado pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que concluiu que o Pará tem 49% das atrações naturais da Amazônia. São rios, praias, fauna, flora, igarapés e cachoeiras compondo a exuberante paisagem paraense, excelente por natureza.

A forte relação do homem com os recursos naturais, é um dos fatores que atrai turistas para o estado, muitos desejando vivenciar experiências únicas na Amazônia. O turismo de natureza, ecoturismo ou de aventura são as atividades feitas ao ar livre, que colocam o viajante mais próximo do meio ambiente e dos animais, incentivam a prática de esportes radicais e a preservação da natureza.

Diretor executivo da Rumo Norte Expedições, Gelderson Pinheiro, afirma que o Pará é um dos estados do Brasil com grande potencial para turismo de natureza e aventura. “Nós temos o bioma amazônico. Dentro desse bioma nós temos vários ecossistemas que vão de campos a praias. A gente tem um universo gigantesco de possibilidades com recursos naturais”, afirma.Bioma amazônico no Parque do Utinga, para esportes radicais

A turismóloga Flávia Lima concorda, mas reconhece que para ser bem explorado é preciso trabalho e a consolidação de parcerias. “O Pará tem, aproximadamente, 65% do seu território em áreas de conservação e comunidades tradicionais. Ou seja, nós temos ou deveríamos ter a natureza bem preservada, com potencial que acaba não sendo explorado, porque exige, não só uma estratégia gigantesca de parcerias, mas também um estudo profundo de como abordar e organizar essas comunidades para as atividades turísticas”, explica.

Além da cultura e gastronomia, o Pará oferece ao visitante inúmeras praias, trilhas, igarapés, matas e espaços para a prática de esportes. O Marajó, maior arquipélafo fluviomarinho do mundo, tem a paisagem marcada pelos campos alagados, mangues, praias com águas salobras, rios, igarapés que encanta os visitantes.

Já a região do Tapajós cativa os turistas com as belas cachoeiras, rios, lagos, serras e florestas, bem como pelas praias que surgem quando baixa o nível das águas, apresentando faixas de areias com praias fluviais exóticas. É possível ver o encontro entre as águas barrentas do rio Amazonas com as águas esverdeadas do rio Tapajós.

As regiões da Amazônia Atlântica e a do Xingu são ricas em beleza natural, oferecendo trilhas, cachoeiras e cavernas guardadas entre o verde da floresta. “Aqui no Pará, nós temos muitas características boas para o setor. Só na Região Metropolitana de Belém, nós temos o rio, a floresta, praias, tudo isso nós dar possibilidade de desenvolver um bom turismo de natureza”, afirma Bruno Aventura, da Amazônia Aventura, agência especializada no segmento.

Praia do Pesqueiro, em Soure, recanto aprazível no MarajóPara o secretário de Estado de Turismo, André Dias, natureza e aventura são dois dos principais segmentos da atividade turística. “O Pará está localizado dentro da floresta mais conhecida do mundo. Eu acho que todo mundo já ouviu falar na Amazônia e tem algum tipo de curiosidade. E por isso, nós temos que poder estruturar melhor os produtos de turismo de natureza, divulgar esses produtos para que cada vez mais turistas venham e conheçam. Todo o turista que vier conhecer o Pará vai ter uma experiência maravilhosa com a natureza e com as pessoas que moram aqui”, afirma o secretário.

A região dos campos do Marajó tem uma das mais belas paisagens do Estado, que encanta visitantes do Brasil e de outros paísesA Pandemia - Mesmo cauteloso, Gelderson Pinheiro acredita que o turismo de natureza pode ter um bom mercado no pós-pandemia. “As pessoas já estão procurando um ambiente fora do tumulto. Pela característica de ter grupos menores, de ambientes ao ar livres, por experiências mais personalizadas esse é um formato de turismo que pode estar em crescimento no pós-pandemia”, afirma.

Bruno Aventura, vê o turismo de natureza como uma boa saída para o futuro. “O segmento (do turismo) como um todo, está vendo a possibilidade de fazer um turismo mais consciente, não mais aquele de massa. E o turismo de natureza é bom por ser mais tranquilo, com grupos menores, então, é possível ter mais segurança, com todos os protocolos sendo respeitados”, finaliza.

*Com a colaboração de Aila Beatriz Inete.

Por Israel Pegado (SETUR)