Sedeme promove capacitação em bairros atendidos pelo TerPaz

A parceria entre o TerPaz e a Sedeme assegura capacitação em áreas do empreendedorismo e em um ano de iniciativas já certificou cerca de 670 pessoas

05/11/2020 08h37 - Atualizada em 05/11/2020 10h07
Por Carol Menezes (SECOM)

Moradores dos bairros cobertos pelo TerPaz participam da oficina de boas práticas de manipulação de alimentos oferecida pela Sedeme Uma parceria entre o Programa Territórios pela Paz (TerPaz) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) oferece, entre novembro e dezembro, um curso de boas práticas para manipulação de alimentos a moradores dos sete bairros acolhidos pelo TerPaz. A qualificação é gratuita e promovida com o apoio da Universidade da Amazônia (Unama), que cede suas instalações para as aulas.

Marina Kalif é coordenadora do projeto pela Sedeme e explica que a secretaria articula três ações voltadas ao empreendedorismo, sendo uma delas voltadas à gastronomia, tema do curso em andamento. "Também temos outras duas, ligadas ao açaí e à moda, que pretendemos ofertar a esse público em seguida, no intento de promover desenvolvimento econômico", adianta.

Ela destaca a importância da temática escolhida para iniciar o trabalho nos bairros. "Fundamental para qualquer estabelecimento de alimentação conhecer as boas práticas, os protocolos exigidos pela vigilância sanitária. Durante a fase mais crítica da pandemia as ações pararam, e estamos retomando agora com as turmas presenciais", confirma.

Danielli Barros é moradora da Terra Firme e está na primeira turma que voltou às atividades. Há cerca de cinco anos ela trabalha vendendo comidas regionais na frente da própria casa. "Muito importante essa oportunidade de me qualificar, e assim garantir mais segurança para os meus clientes", reconhece.

A parceria entre o TerPaz e a Sedeme já dura um ano e qualificou, com certificação, cerca de 670 pessoas.

Luciana Centeno é professora da Unama e ministra o curso recém-iniciado. "Manipulação envolve ter os conhecimentos básicos voltados à higienização. Não é uma perseguição, mas é preciso insistir nesse cuidado e garantir que não haja contaminação física, química ou biológica. Por isso a capacitação é tão importante", reforça.