Governador anuncia início da vacinação contra Covid-19 para janeiro de 2021

20/10/2020 18h47 - Atualizada em 20/10/2020 21h40
Por Dayane Baía (SECOM)

O governador Helder Barbalho participou junto aos outros 26 gestores estaduais de reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em Brasília. O encontro desta terça-feira (20) foi para a assinatura do protocolo de intenções para aquisição doses da Vacina Butantan - Sinovac/Covid-19, em desenvolvimento pelo Instituto Butantan. 

Pelas redes sociais, o chefe do executivo paraense compartilhou uma imagem com dois frascos do imunizante.

“Debatemos e discutimos a estratégia de vacinação da nossa população contra o novo coronavírus. A partir de janeiro de 2021 já inicia-se o primeiro grupo prioritário de vacinação, coordenado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Governo do Estado e municípios, para que possamos garantir a imunização e a proteção da nossa população. Uma importante notícia que nos acende uma luz de esperança para que nós possamos logo logo garantir a proteção e a imunidade da população e, claro, a vida normal que todos nós sonhamos”, desejou o governador.

De acordo com o Ministério da Saúde, as três vacinas – AstraZeneca, Covax e Butantan-Sinovac - representam um total de 186 milhões de doses, a serem disponibilizadas ainda no primeiro semestre de 2021, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Apesar de estarem em etapas avançadas de produção, a eficácia e segurança precisam ser garantidas para liberação pela Anvisa. A prioridade de imunização inicial será de profissionais de saúde e pessoas de grupos de risco, de acordo com o Ministério da Saúde.

Testes
A CoronaVac já está na Fase 3 de testes em humanos. Ao todo, os testes (que tiveram início no Brasil em julho) serão realizados em 13 mil voluntários. Caso a última etapa comprove sua eficácia o acordo entre a Sinovac e o Butantan prevê a transferência de tecnologia para produção do imunizante no Brasil. 

Na segunda-feira (19), Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, anunciou que a CoronaVac é segura, não apresentando efeitos colaterais graves. Ele também disse que os resultados de eficácia ainda não foram finalizados, mas que espera que isso seja possível de acontecer até dezembro deste ano.