Sejudh alerta sobre exploração sexual e tráfico de pessoas

Neste (23), Dia Internacional contra a Exploração Sexual e Tráfico de Mulheres, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos destaca ações de enfrentamento desses crimes

23/09/2020 13h35 - Atualizada em 23/09/2020 15h40
Por Gerlando Klinger (SEJUDH)

Denúncias sobre o comércio de seres humanos e ilícitos correlatos, podem ser feitas à Sejudh na Rua 28 de Setembro, em BelémNa data em que se comemora o Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado do Pará, por meio da Coordenadoria de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Erradicação ao Trabalho Escravo (CTETP), alerta para as causas que podem levar pessoas a serem traficadas. 

O tráfico humano é o comércio de seres humanos, mais comumente para fins de escravidão sexual. O artigo 149-A do Código Penal define o tráfico de pessoas como ação de agenciamento, aliciamento, recrutamento, transporte, transferência, compra, alojamento, ou acolhimento, mediante grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso, para fins de remoção de órgãos, tecidos ou partes do corpo, situações de trabalho em condições análogas à escravidão, servidão, adoção ilegal ou exploração sexual.

O Brasil e a Organização das Nações Unidas (ONU) combatem o tráfico de pessoas, a partir do enfrentamento de 58 metas em seis eixos temáticos contra o negócio ilegal de pessoas. A iniciativa começou em 2018 e segue até 2022. Uma das prioridades do projeto é evitar que pessoas em rota de migração, por causa de crises humanitárias em seus países de origem, sejam vítimas desse crime.

Coordenadora do CTETP, Lorena Romão explica a atuação da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos no combate à exploração sexual e tráfico de pessoas. “A Sejudh atua na coordenação da Política Pública de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, propondo e articulando ações junto aos demais setores sociais a partir de um plano estadual voltado à atenção e ao atendimento das pessoas que vivenciaram essa violação, a articulação dos serviços de proteção e a responsabilização dos agentes da violência, envolvendo atores governamentais e a sociedade civil organizada, visando o enfrentamento e prevenção dessa prática criminosa, bem como promovendo a formação dos profissionais das organizações parceiras”, explicou. 

DENÚNCIAS

Sobre como identificar e denunciar práticas de exploração sexual e tráfico de pessoas, a coordenadora de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Erradicação ao Trabalho Escravo, Lorena Romão, destaca o exemplo de convites que vêm de forma fácil, seja para trabalho, melhora de vida ou dinheiro fácil.

“As portas de entrada para denúncias são múltiplas. Vão desde o Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM), no Aeroporto Internacional de Belém, em Val-de-Cans, ao Conselho Tutelar, à Segurança Pública, Educação, Assistência Social etc. A sociedade civil também encaminha denúncias ou acompanha pessoas que fazem denúncias espontâneas, informou Lorena Romão.

SERVIÇO

A Coordenadoria de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Erradicação ao Trabalho Escravo (CTETP) é responsável pelas demandas relacionadas a migrantes, e pode ser acionada pelo e-mail: ctetp.sejudh@sejudh.pa.gov.br; no Posto Avançado, no Aeroporto Internacional de Belém; ou na sede da Sejudh na Rua 28 de Setembro, 338, no bairro da Campina, em Belém.