Análise sensorial das amêndoas abrirá mercado internacional para o cacau do Pará

Trabalho feito em parceria entre a Sedap e a Ceplac, vai mapear a matéria-prima para vendê-la com mais vantagem, sobretudo no exterior

22/09/2020 13h28 - Atualizada em 22/09/2020 15h38
Por Camila Botelho (SEDAP)

Um projeto inédito de análises físico, química e sensorial das amêndoas do cacau está sendo desenvolvido pelo Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).Sedap e Ceplac buscam amêndoas de excelência no Pará

Para alcançar mais excelência no desenvolvimento da produção cacaueira do Pará, a primeira remessa está sendo enviada para o laboratório de São Paulo. 

De acordo com secretário-adjunto, Lucas Vieira, essa ação está dentro do plano da cadeia do cacau e vai mapear as informações das amêndoas para vendê-las com mais vantagem no mercado interno e, principalmente, externo. 

O engenheiro agrônomo Ivaldo Santana, que coordena as ações voltadas para essa cadeia na Sedap, informa que o projeto foi iniciado em 2020 pela necessidade de abrir para o mercado internacional.

“O comprador quer saber a qualidade de todas as amêndoas para que ele saiba a origem delas para comprar do Estado”.

Segundo Santana, a análise sensorial vai mostrar a qualidade da amêndoa de cada uma das seis regiões produtoras do estado, que são do Baixo Amazonas, Tapajós, Xingu, Araguaia, Tocantins e Guamá.