Órgãos debatem fluxo de atendimento às mulheres vítimas de violência 

11/09/2020 14h56 - Atualizada em 11/09/2020 15h08
Por Gerlando Klinger (SEJUDH)

Com o objetivo de aprimorar os fluxos de atendimentos à mulher vítima de violência, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, por meio da Coordenadoria de Integração de Política para Mulheres (CIPM), juntamente com a Fundação ParáPaz, Delegacia da Mulher, Prodepa e Ministério Público, reuniram-se nesta sexta-feira (11) para discutir o fluxo de atendimento depois da implantação do Sistema de Informação de Violação dos Direitos das Mulheres (SIVMULHER). 

A gerente da coordenadoria das Mulheres da Sejudh explicou a importância do Sivmulher no atendimento às vítimas de violência doméstica. “O novo sistema que será instalado tem o objetivo de informatizar os atendimentos e diminuir a revitimização para as mulheres em situação de violência”, colocou. Márcia Jorge também explicou que, neste primeiro momento, o novo sistema de atendimento será utilizado no ParáPaz. “Temos como objetivo realmente aprimorar o sistema de informação para que possamos obter relatórios de dados e melhorar o atendimento relacionado à mulher em situação de violência, por meio de uma rede integrada”, afirmou.

Rede de Atendimentos - O ParáPaz Mulher/Deam (PPM), que faz parte do ParáPaz Integrado (PPI), foi criado para oferecer um serviço especializado de atendimento integral, qualificado e humanizado às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e sexual, de maneira a promover sua cidadania e evitar sua revitimização. O Pará está na vanguarda deste formato de atendimento, pois é o único da federação a ofertar tratamento integrado à mulher da capital e do interior. 

Na Região Metropolitana de Belém há três unidades realizando atendimento especializado: ParáPaz Mulher, em Belém; ParáPaz Mulher, em Ananindeua e Sala Lilás, em Marituba. Já os atendimentos no interior chegam através do ParáPaz Integrado, por meio de 10 (dez) polos distribuídos nos municípios do Estado. São eles: Polo de Altamira; Polo de Paragominas; Polo de Tucuruí; Polo de Santarém; Polo de Bragança; Polo de Breves; Polo de Vigia; Polo de Marabá, Polo de Parauapebas e Polo de Santa Maria. 

A vítima procura a unidade e faz o atendimento inicial com a assistente social da Fundação, que irá auxiliá-la em encaminhamentos que se encaixem em sua situação. Logo após é encaminhada para fazer o boletim de ocorrência. Diante desse primeiro passo é que se faz os devidos encaminhamentos como o acompanhamento psicológico prestado pela ParáPaz, fazendo com que a mulher se sinta acolhida facilitando a recuperação de sua autoestima.

Parceria – Na reunião estiveram presentes os órgãos representantes das políticas voltadas às mulheres. Entre eles estavam o presidente da Fundação ParáPaz, Sidney Furtado Gouvêa; a representante do Ministério Público, Geórgia Toscano; os representantes da Prodepa, Adriana Nunes e William Cardoso; a delegada Adriana Moraes e o assessor técnico da Fundação ParáPaz, João Carlos Bandeira Júnior.