Formação online para professores da educação especial alcança 2 mil inscritos

22/07/2020 15h05 - Atualizada em 22/07/2020 15h15
Por Leidemar Oliveira (DETRAN)

Conhecer o aluno, preparar as propostas pedagógicas e, por último, verificar se os objetivos foram alcançados, são as etapas da formação online que tem como tema "Avaliação e Plano de Desenvolvimento Individual (PDI): ferramentas estratégicas na educação especial". A preparação está na última semana e dois mil professores se inscreveram para assistir as aulas ao vivo, diariamente, no canal do Centro de Formação dos Profissionais da Educação Básica do Estado do Pará (Cefor), no Youtube.

O projeto da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) é realizado pela Coordenadoria de Educação Especial (COEES), em parceria com o Cefor, Sistema Educacional Interativo (SEI) e Coordenação de Tecnologia Aplicada à Educação (CTAE).

A rede pública estadual conta hoje com 10.398 alunos público-alvo da educação especial e para atender adequadamente a essa demanda a Seduc oferece regularmente cursos preparatórios aos professores. Esse ano, com a suspensão das aulas devido a pandemia da Covid-19, a preparação precisou ser online e demonstrou ser um sucesso.

"Conseguimos alcançar muito mais profissionais no Pará. Temos vídeos com mais de quatro mil acessos no canal do Cefor, ou seja, até quem não se inscreveu acompanha as aulas para se atualizar. O momento de pandemia nos obrigou a ficar dentro de casa, mas, ao mesmo tempo, nos permitiu essa preparação via internet", reconhece Felipe Linhares, coordenador da educação especial da Seduc.

Felipe LinharesO curso pretende dar suporte aos quase mil professores capacitados para atuarem com alunos especiais. "Além desses profissionais, o curso é aberto, ou seja, qualquer professor pode acessar o Youtube e acompanhar as aulas para auxiliar na escola os alunos da educação especial. É importante essa participação para que todos na escola estejam envolvidos com esse aluno que precisa de mais atenção", explica Felipe.

Durante a transmissão das aulas na internet, uma equipe formada por 20 pessoas interage tirando dúvidas, dando suporte técnico e no acesso aos professores.

Na prática, a formação desse ano pretende aprofundar o conhecimento do professor naquele aluno que mais precisa. "O PDI é justamente para personalizar o ensino para determinado aluno. Devemos garantir acessibilidade para que o aluno consiga autonomia. Para que ele avance e tenha os mesmos direitos, para que não haja uma dependência constante. O processo inclusivo é isso", esclarece o coordenador.

Para receber o certificado online o professor terá que ter cumprido dois módulos: Avaliação e PDI, de dois e seis episódios, respectivamente, totalizando oito aulas. O participante também deverá preencher um formulário de atividades ao final de cada aula para validar a certificação da formação.

Alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) são 1.601 na educação pública do Estado. Quem atua com esses estudantes no Núcleo de Atendimento Educacional Especializado aos Estudantes com Espectro Autista (NATEE) é a professora Cláudia Melo. A educadora está há 14 anos na educação especial e analisa como fundamental a formação de professores, principalmente pela internet.

"Formação e estudo são fundamentais para educadores, porém essa tem um caráter especial por amplificar geograficamente a possibilidade de informação por ser pela internet, ou seja, chega a mais pessoas e principalmente pessoas interessadas em educação especial. Essa ao meu ver foi uma das propostas mais inteligentes da Seduc/COEES, pois tem um grande alcance populacional", finaliza a professora. Cláudia trabalha na sala de motricidade e atende 100 alunos no NATEE.