Seaster produz cartilha educativa sobre saúde mental

Material educativo tem informações e recomendações que auxiliam a lidar com a angustia e medos decorrentes do inesperado cenário de pandemia da Covid-19 

09/07/2020 13h57 - Atualizada em 09/07/2020 14h16
Por Rodrigo Souza (SEASTER)

Desde o início da pandemia do novo coronavirus, a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda disponibiliza canais de atendimento psicossocial para os servidores do órgão com o objetivo de amenizar os efeitos do inesperado cenário de pandemia. Para dar continuidade as ações de promoção à saúde, a Coordenadoria de Gestão de Pessoas, por meio da equipe psicossocial, organizou uma cartilha educativa com algumas orientações relacionadas à Covid-19.  

O material educativo traz informações e recomendações sobre medo, angustia, recomendações de cuidado com a saúde mental, entre outros assuntos. A cartilha sobre “Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Pandemia da Covid-19” está disponível no site da Seaster e para ter acesso basta clicar aqui

Psicóloga da Seaster, Rúdrissa Pamplona explica que a produção do material surgiu a partir da ideia de que as pessoas, de um modo geral, estão passando por alguma experiência de luto causado pela perda de um ente querido, amigo ou vizinho, ou ainda, além da pela perda da rotina, da convivência com familiares e amigos.

“Todas essas mudanças, associadas ao isolamento, geram reações emocionais esperadas e que são, de certa forma, condizentes com o contexto, mas que precisam ser cuidadas. E para algumas pessoas, apenas algumas orientações que ajudem a reenquadrar a vida neste momento podem ser suficientes, daí a ideia de uma cartilha educativa”, pondera a psicóloga. 

Ela observa, entretanto, que há pessoas que precisam do acompanhamento de um profissional para o melhor acompanhamento de suas demandas. “Para outras pessoas, para as quais as reações emocionais associadas à pandemia vieram mais intensas, a cartilha ajuda a identificar se o quadro necessita de uma orientação mais específica de um profissional da saúde mental para os devidos encaminhamentos”. 

A psicóloga Rúdrissa Pamplona também alerta para os perigos da automedicação nesse momento. “Pessoas que nunca fizeram um tratamento de saúde mental recorrem a remédios por conta própria para lidar com suas emoções. Às vezes é a maneira mais rápida que a pessoa encontra para lidar com um luto, mas devemos lembrar que automedicação não é legal. Em algumas situações as medicações podem ajudar muito, mas disto depende uma avaliação médica adequada”.