Com o apoio da Emater, famílias vulneráveis recebem 300 litros de açaí

Foram distribuídos, também, 90 quilos de coco verde, 20 kg de cheiro-verde e 13 kg de limão-galego

09/07/2020 12h49 - Atualizada em 09/07/2020 14h34
Por Aline Miranda (EMATER)

Nesta quinta-feira (9), 150 famílias vulneráveis de Afuá, no Marajó, receberam 300 litros de açaí super grosso por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal, executado pelas Secretarias Municipal de Agricultura e Pesca (Semape) e Municipal de Assistência Social (Semas), com o apoio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). 

Foram distribuídos, também, 90 quilos de coco verde, 20 kg de cheiro-verde e 13 kg de limão-galego.

Providencialmente no contexto da pandemia do novo coronavírus, toda semana as famílias beneficiárias do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) têm tido acesso direto a cestas com frutas e hortaliças, adquiridas de 13 agricultores familiares atendidos pela Emater há mais de uma década. Nove deles fazem parte da Cooperativa Ouro Verde, da comunidade Araramã, e outros quatro vivem nos entornos dos rios Afuá e Cajuúna. 

A Emater emitiu as declarações de aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - Pronaf (daps), acompanha os plantios e participa da consulta sobre cardápio, a partir de calendário agrícola e regionalidades. 

O volume de produtos (cerca de cinco quilos por família, mais dois litros de açaí) e o número de famílias contempladas variam de acordo com a oferta de colheita. A média de lucro para os agricultores é de 40% a 50%, conforme indicadores da Emater.

“Dentro do PAA, por exemplo, o açaí - originário tanto de plantio, quanto de extrativismo - está sendo comercializado por um preço até cinco vezes maior do que o costume no município. Para o agricultor, é uma excelente oportunidade, porque é um preço justo, que incentiva a atividade. Para as famílias do Cras, significa ter à mesa um alimento de alta qualidade, pronto para consumo”, pontua o chefe do escritório local da Emater, o engenheiro agrônomo Alfredo Rosas. 

“Podemos dizer que esta é uma das ações governamentais mais nobres e positivas da nossa atualidade, porque impacta em várias frentes: diz respeito à sobrevivência e dignidade de famílias com dificuldades socioeconômicas e à geração de emprego e renda para a agricultura familiar”, destaca o secretário municipal de agricultura e pesca, Guilhon dos Anjos.

Entre o fim de agosto e início de setembro, começará o exercício do contrato 2020 do PAA, com entrega de alimentos prevista para duas vezes por semana.