Cosanpa já implantou cerca de 40% da nova rede de água de Belém 

Em menos de um ano de obra, já foram substituídos 70 de cerca de 180 quilômetros de rede de distribuição

01/07/2020 13h58 - Atualizada em 01/07/2020 19h29
Por Giovanna Abreu (SECOM)

As obras de substituição da rede de água de Belém seguem a todo o vapor. Cerca de 70 quilômetros da nova tubulação já foi substituída em menos de um ano de obra, o que representa a implantação de 40% da nova rede. Os serviços de infraestrutura, que fazem parte do Projeto de Controle e Redução de Perdas da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), compreende a substituição da rede de cimento amianto por Polietileno de Alta Densidade (PEAD) e busca beneficiar 26 bairros da capital.

Com o objetivo de reduzir as perdas, o desperdício e melhorar a pressão na distribuição de água, a Cosanpa trabalha na substituição de cerca de 180 quilômetros de rede, com o PEAD, que é um material mais resistente. As obras, que iniciaram em outubro de 2019, irão beneficiar mais de 800 mil habitantes.

A obra de infraestrutura quer beneficiar 26 bairros da capital dentro do Projeto de Controle e Redução de Perdas da Cosanpa“Começamos pelo quinto setor de abastecimento da Cosanpa, que atende os bairros do Curió-Utinga, parte do Souza e Marco, e pelo sexto setor, que abastece Canudos, Fátima, parte de São Brás e Nazaré. Nessas áreas, a parte de implantação de rede já está sendo finalizada. Em maio, fizemos trechos da travessa Mauriti e, em junho, também já iniciamos as obras no bairro do Umarizal e em outra área de Nazaré”, informa a engenheira responsável pelo projeto, Tatiana Costa.

A obra está sendo feita pelo método não-destrutivo, com máquinas perfuratrizes, georadar, que fazem o mapeamento das redes existentes nos subsolos, e equipamentos de navegação de última geração. Segundo a engenheira, esse processo traz menos transtornos para a população, porque a tecnologia utilizada, além de proporcionar menos barulho, também possibilita maior rapidez dos serviços. 

SETORIZAÇÃO

Após a substituição das redes, soldas são aplicadas para interligar as novas redes. “Já iniciamos algumas interligações no mês de maio. Em alguns locais podem ser feitas sem que seja necessária a interrupção do abastecimento. As que precisam da interrupção são realizadas de madrugada, no horário de menor consumo, para reduzir os transtornos. Os consumidores são avisados com antecedência”, informa a engenheira. A recomposição do asfalto das escavações só pode ser feita após a conclusão de todas as etapas do serviço. 

Após a implantação da rede e interligação, será realizada a setorização do abastecimento. “Esse processo ampliará o abastecimento de água para a população, com a diminuição de perdas. Vamos diminuir a quantidade de vazamentos e melhorar a qualidade da distribuição da água. Assim, ampliaremos o tempo de vida útil das estações, o que é uma forma de reduzir gastos, utilizando recursos públicos da melhor forma possível”, garante Tatiana Costa.

Com a setorização, quando a Cosanpa precisar reparar um vazamento, por exemplo, não será necessário interromper o abastecimento de água em diversos bairros. Será possível isolar apenas a área abastecida por aquela rede danificada específica e fazer o reparo.

O projeto também inclui a instalação de 150 mil hidrômetros. “A previsão é de que as instalações comecem a ser feitas no final do mês de julho. Com os hidrômetros, os clientes têm acesso ao que exatamente estão consumindo. Todos saem ganhando e a Cosanpa consegue reduzir perdas, consumos desnecessários”, afirma a engenheira. Após a instalação, será intensificado um trabalho para identificar irregularidades e ligações clandestinas.

CONSCIENTIZAÇÃO

Concomitantemente, a Cosanpa atualiza o cadastro dos consumidores e analisa o perfil de consumo. “Estudamos o perfil do cliente por sete dias e, a partir da análise do comportamento dele, identificamos se há vazamento ou alguma forma de desperdício de água na casa. Assim, poderemos alertar e trabalhar com a conscientização dos nossos clientes”, ressalta Talita. 

O investimento de R$ 250 milhões beneficiará habitantes dos bairros: Barreiro, Batista Campos, Campina, Canudos, Castanheira, Cidade Velha, Comércio, Condor, Cremação, Fátima, Jurunas, Mangueirão, Maracangalha, Marambaia, Marco, Miramar, Nazaré, Pedreira, Reduto, Sacramenta, São Brás, Telégrafo, Terra Firme, Umarizal, Universitário e Val-de-Cans.

A previsão é de que a obra seja totalmente concluída em 2021.