Covid-19: atendimentos na Policlínica Metropolitana reduzem em 63%

Números caíram de 14.193 para 5.182 serviços prestados na unidade, na comparação entre maio e junho

17/06/2020 15h42 - Atualizada em 17/06/2020 20h09
Por Dayane Baía (SECOM)

Desde abril quando foi aberta, já foram contabilizados um total de 44 mil atendimentosAs medidas adotadas pelo Governo do Pará no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus também apresentam reflexos no serviço prestado pela Policlínica Metropolitana, em Belém. Entre os dias 1º e 14 de junho, a unidade registrou 5.182 atendimentos entre consultas, exames e encaminhamentos para internações de pacientes com sintomas mais graves. O número representa uma queda de 63% em relação ao mesmo período do mês anterior, quando foram realizados 14.193 atendimentos.

A abertura da Policlínica Metropolitana foi um dos principais acertos do Governo para ofertar assistência aos pacientes com suspeita de Covid-19, no ponto alto do contágio no Estado, no mês de abril, quando Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e prontos-socorros entraram em colapso.

Entre maio e junho, redução diária passou de 1.013 procedimentos para 370 atendimentosDesde abril, já foram contabilizados um total de 44 mil atendimentos, porém com uma dinâmica de queda na procura pelo serviço. A inclusão de mais uma unidade de referência tem como objetivo o atendimento de pacientes em fase inicial da doença, buscando evitar assim o agravamento e consequente internação.
Entre os dias 1º e 14 de maio, 14.193 atendimentos foram realizados, uma média de 1.013 procedimentos diários. Já no mesmo período do mês de junho, o número caiu para 5.182, representando uma média de 370 atendimentos por dia, uma redução de 9.011 atendimentos na Policlínica Metropolitana, o que equivale a uma diminuição de 63%.

Dentre esses dias, o maior registro ocorreu em 14 de maio com 1.191 atendimentos. Em junho, dia 1º foi o mais movimentado com 682 atendimentos, e o menor foi dia 14, com 83 pessoas.

“É o reflexo do momento em que a região metropolitana de Belém está vivendo. O pior já passou então hoje nós temos uma considerável redução no número de casos. Os próprios atendimentos que nós estamos fazendo são de muitas pessoas ainda com sintomas residuais que estão mantendo apenas tosse ou que perderam olfato ou paladar e ainda não voltaram. São casos leves, você não vê pacientes mais graves, o número de internações diminuiu. Então, ao que tudo indica, não vamos ter nenhuma segunda onda e que tudo fique bem daqui para frente” - Sipriano Ferraz, coordenador de Contingência da Policlínica Metropolitana.

Com consultórios equipados e profissionais habilitados, a unidade funciona de domingo a domingo, das 7h às 19h. Como não se trata de um espaço para serviço de urgência e emergência, atende somente casos de baixa e média complexidade, que são avaliados por equipe qualificada, e caso haja necessidade os pacientes são encaminhados para hospitais ou UPAs.