Polícia Civil garante acompanhamento e assistência a servidores com sintomas da Covid-19

20/05/2020 19h30 - Atualizada em 20/05/2020 22h43
Por Cristiani Souza (PC)

A Polícia Civil do Pará já atendeu, em um mês, mil servidores dentro do novo protocolo de acompanhamento daqueles que apresentam sintomas da Covid-19 (tosse, febre, coriza, dor de garganta e dores intensas no corpo e cabeça e atrás do olhos). "O servidor acometido por esses sintomas comunica a chefia imediata, que, em seguida, afasta o trabalhador das atividades o quanto antes para cumprir quarentena domiciliar de 14", explica o delegado-geral, Alberto Teixeira.

Uma ambulância está disponível para transporte emergencial do servidor em quadro clínico grave, de onde ele estiver, na região metropolitana, até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital de urgência e emergência do seu plano. O serviço funciona em regime de escala, com dois servidores (sendo ao menos um da área da saúde). Desde a implantação do protocolo, a ambulância já atendeu mais de 20 servidores sintomáticos. O contato da ambulância fica com o servidor do plantão designado como motorista, que é o responsável pelo deslocamento do veículo. O serviço é feito de forma voluntária.

O teste rápido da Covid-19 está sendo feito em servidores da Polícia Civil que se enquadrarem nos requisitos do protocolo. Entre os dias 16 de abril e 20 de maio, foram aplicados 385 testes.

Reforço - A Polícia Civil fechou contrato com o Hospital Santa Terezinha para realização de 500 serviços. Cada serviço é composto por um exame de tomografia do tórax e uma consulta médica, ao custo de R$ 400. Com vigência de até seis meses, o contrato será pago conforme o uso. "Se formos levar em consideração o número de servidores ativos e inativos da Polícia Civil, 500 atendimentos não dariam para atender nem 20% do quadro total de servidores", estima o delegado geral.

Também foram adquiridos materiais de consumo e equipamentos para a nova ambulância - que estava sem os utensílios médicos para atender de forma essencial os resgates de servidores necessitados durante a pandemia -, assim como o remédio Difosfato de Cloroquina, que será distribuído aos servidores que apresentarem problemas, conforme orientação médica.

"Disponibilizamos aos servidores 1,2 mil vacinas contra Influenza e fizemos a aquisição de 300 máscaras de acetato e polietileno. O material foi comprado após pesquisa de preços, conforme legislação, junto a empresas de pequeno porte, para que pudesse ser alcançado também o empresário individual, política adotada pelo governo do Estado para ajudar a economia dos pequenos. As máscaras são reutilizáveis", continua o delegado-geral.

Até o momento, já foram distribuídos aos servidores da Polícia Civil de todo o Estado 1,8 mil unidades de álcool líquido, 2.056 unidades de álcool gel, 20 mil pares de luvas, 375 máscaras face shield, 216 litros de sabão líquido e mais de 20 mil unidades de máscaras.

Nas seccionais e unidades policiais da capital e região metropolitana foram instalados biombos e placas de acrílico, para resguardar a saúde de servidores e usuários, além das ações de sanitização e desinfecção periodicamente. Em breve, serão colocadas cabines de desinfecção nas centrais de atendimento, a exemplo das sedes da Polícia Civil de Marabá e Redenção, no sudeste do Estado.

Abastecimento - O apoio da Polícia Comunitária no contato direto com as farmácias para a aquisição de medicamentos faz com que não faltem remédios aos servidores que apresentam sintomas. "Começamos fazendo cotações para verificar os locais que tinham os remédios, e de imediato tivemos a iniciativa de começar a falar com os gerentes das farmácias e mexer com a sensibilidade de cada um falando da necessidade de nós, que estamos na linha de frente, conseguir os medicamentos. A partir daí começamos uma parceria. Eles ligam quando têm os medicamentos e conseguimos efetuar a compra de forma prioritária. Isso vem ajudando os servidores e familiares que precisam de remédios", informa a delegada Claudilene Maia, titular da Polícia Comunitária. 

A Diretoria de Atendimento ao Servidor, por sua vez, compila diariamente as informações dos servidores com afastamento do trabalho por suspeita de Covid-19 em um banco de dados, acessado pelos plantonistas do serviço social, psicológico e médico on-line. A equipe multiprofissional é composta por servidores especializados na área médica e psicossocial. “São três médicos, seis psicólogos, um fisioterapeuta, dois fonoaudiólogos, doze assistentes sociais, quatro profissionais de enfermagem e cinco servidores administrativos", completa a delegada Socorro Bezerra, diretora de Atendimento ao Servidor. 

Os servidores sintomáticos também podem fazer teleatendimento e acolhimento psicológico ou de assistência social por meio dos seguintes contatos: 

- Médico (orientação médica e prescrição de receita)

Segunda a sexta: 99114-0401 (8 às 16h)/ 98568-3006 (15h às 23h)

Sábado e domingo: 99981-8494 (8h às 12h e 14h às 18h)

- Psicológico (orientação psicológica)

8h às 12h e 14h às 18h

Segunda: 98249-5018

Terça: 98809-9624

Quarta: 98449-8228

Quinta: 98195-3356

Sexta: 98568-2482

Sábado: 98568-6113

Domingo: 98568-2482

- Serviço social (orientações gerais sobre prevenção ao coronavirus, acompanhamento do servidor suspeito e/ou confirmado com Covid-19)

8h às 11h e 14h às 18h

Segunda a sexta: 98568-2468 / 98568-2308

Sábado e domingo: 98568-2386

Fisioterapia e fonoaudiologia (orientações gerais e técnicas de respiração)

Segunda a sexta: 98491-3235 (8 às 12h) - Fisioterapia 

Segunda a sexta: 98123-2986 (8 às 12h) - Fonoaudiologia 

Segunda a sexta: 98542-2807 (14 às 18h) - Fonoaudiologia 

Odontologia (orientações gerais e cuidados com a saúde bucal)

Segunda a sexta:

98012-2211 / 98151-9076 - 08h às 14h

98113-2213 / 99312-4144 - 14h às 18h