Feiras de Belém já demonstram menor circulação de pessoas

Ao todo, 22 feiras recebem a fiscalização, em dias alternados e em horários detectados como críticos

19/05/2020 17h59 - Atualizada em 19/05/2020 18h21
Por Aline Saavedra (SEGUP)

Equipes dos órgãos de segurança realizam ostensivamente o trabalho de orientação aos consumidoresIr à feira é algo que está na cultura de muitos paraenses, mas com a pandemia do novo coronavirus o hábito de ir até o local, rever conhecidos, conversar, saber das promoções e dos novos produtos deve se resumir apenas à compra de alimentos, respeitando sempre todas as medidas de segurança, recomendadas pelas instituições de saúde pública. Na Região Metropolitana de Belém, desde que o lockdown teve início, no último dia 7, uma grande força-tarefa foi montada pelos órgãos de segurança pública do Estado e dos municípios, a fim de garantir com que as pessoas tenham acesso ao serviço essencial e, ao mesmo tempo, evitar a proliferação da Covid-19. 

Apesar dos resultados do lockdown só serem vistos de forma mais acentuada a longo prazo, com as reduções da entrada de pacientes em hospitais, por exemplo, já foi possível perceber a diminuição no fluxo de pessoas em feiras como da Bandeira Branca, Feira da 25, atual Rômulo Maiorana, ambas no bairro Marco, e nas feiras presentes no bairros Pedreira, Guamá e Terra-Firme, por exemplo. 

Esses mesmos bairros registraram, no sábado e domingo, taxas positivas de isolamento social. No sábado, a taxa foi de 60,90%, 53,90% e 55,30% nos bairros do Marco, Pedreira e Guamá, respectivamente. Já no domingo, o índice foi de 64,30% no bairro do Marco; 63,40% na Pedreira e 59,40% no Guamá.

Desde o dia 9 de maio, equipes das polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) e Ordem Pública, além de instituições das demais cidades que compõem a RMB, realizam ostensivamente o trabalho de orientação aos consumidores. Alertado para que façam as compras de maneira breve e apenas um membro da família, respeitar a distância de no mínimo um metro e usar máscara, principalmente.

“Dentro do período de lockdown algumas atividades reconhecidas como essenciais continuaram funcionando a exemplo das feiras, um ponto onde as pessoas se abastecem para poder no seu dia a dia prover alimentos para suas famílias. Nós fizemos várias ações nesses locais para que a população pudesse ser orientada nesse sentido, que é um serviço essencial, porém deve obedecer todos os requisitos de segurança e higiene, para que não haja proliferação do coronavírus. Os órgãos da segurança do Estado junto com os órgãos municipais continuam com muito afinco fiscalizando essas vias, que possuem uma certa dificuldade, considerando que são locais que as pessoas podem ir, porém de difícil controle do fluxo, para que possamos cada vez mais melhorar o índice de isolamento e cada vez mais ter a queda nos número de contágios e números de óbitos no nosso Estado”, avalia o titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado.

Ao todo, 22 feiras recebem a fiscalização, em dias alternados e em horários detectados como críticos. As feiras são: Barreiro, Icoaraci, Tapanã/Cordeiro de Farias, Águas Lindas, Marambaia, Pratinha, Jurunas, Terra Firme, Guamá, Pedreira, Ver-O-Peso, Cabanagem, Bengui, Jaderlândia, em Belém; Ícui, 40 Horas, Distrito Industrial, Cidade Nova IV E VIII, Paar, Curuçambá e no Mercado, todos em Ananindeua; além da feira do Carananduba, em Mosqueiro.