Força-tarefa da Emater e Prefeitura orienta pescadores de Pirabas

Ação tratou de prevenção contra o coronavírus com cerca de 70 famílias que moram nas ilhas

15/05/2020 13h09 - Atualizada em 15/05/2020 13h35
Por Aline Miranda (EMATER)

Moradores são das ilhas de Areião, Croanova, Fortaleza e PilõesNesta primeira quinzena de maio, uma força-tarefa envolvendo o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em São de Pirabas, nordeste paraense, e a Prefeitura Municipal percorreu as ilhas de Areião, Croanova, Fortaleza e Pilões. O objetivo foi orientar pelo menos 70 famílias de pescadores artesanais sobre a prevenção contra a Covid-19. 

O público é considerado especialmente exposto por morar em uma região de praias, com considerável fluxo de turistas, os quais chegam em lanchas e barcos de passeio. As ilhas são margeadas pelas Baías de Pirabas e Inajá, e ainda recebem águas do oceano atlântico.

Os pescadores, além de comercializarem o pescado diretamente com os visitantes, abrem suas casas e propriedades para o turismo rural: é comum grupos de estrangeiros e de pessoas do município vizinho, Salinopólis, atracarem nas ilhas e participarem de um dia do cotidiano das famílias, consumindo os produtos ali mesmo e acompanhando as atividades rurais.

“A situação se torna mais delicada porque, pela quarentena obrigatória dada a pandemia, as famílias todas estão reunidas nessas propriedades ribeirinhas. O arranjo comum é de revezamento de moradia: a mãe e as crianças ficam a maior parte do tempo em outra propriedade da família, na sede do município, por causa de estudo e trabalho, enquanto o pai passa pelo menos 15 dias, que é o período mensal de pesca, da lua cheia, nas ilhas”, explica o chefe do escritório local da Emater em Pirabas, o técnico em pesca e aquicultura José Jorge Raposo, que também é gestor empresarial.

Na ação de orientação, técnicos da Emater e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), todos devidamente com máscara e luvas, informaram os pescadores sobre a Covid-19 em si – sintomas, riscos e modos de transmissão -, bem como explicaram os decretos estaduais e municipal a respeito e a possibilidade do acesso ao auxílio emergencial do governo federal. No mais, aconselharam restrições e medidas protetivas na dinâmica do turismo rural, sobretudo quanto ao contato corporal com visitantes. Houve reforço, ainda, de diretrizes de educação ambiental, como controle de lixo nas praias.

De acordo com dados da Emater, o trabalho dos pescadores artesanais de Pirabas é fundamental para o abastecimento do município: estima-se que sejam mais de 120 toneladas de peixe por mês, de espécies como corvina, gó, piramutaba e pescada-amarela.