Comissão da Seplad acompanha nos ateliês a produção de máscaras de proteção

Os mais de 500 profissionais habilitados ao Programa “Máscara Para Todos” estão confeccionando, até agora, 230 mil peças para o Estado distribuir à população

28/04/2020 19h20 - Atualizada em 28/04/2020 20h05
Por Louise Bandeira (SECOM)

Membros da Comissão de Trabalho do Programa “Máscara Para Todos”, da Secretaria de Estado de Planejamento e Administração (Seplad), visitaram ateliês e residências de costureiras habilitadas ao programa para acompanhar a produção das peças. As máscaras começaram a ser distribuídas gratuitamente à população na última sexta-feira (24), por agentes estaduais de segurança pública, durante ações de fiscalização e orientação sobre a Covid-19.Nos ateliês a produção de máscaras continua em ritmo acelerado, gerando renda para microempreendedores

As 230 mil peças estão sendo produzidas por 511 costureiras individuais e micro e pequenos empreendedores que se inscreveram no programa, com o objetivo de vender as máscaras ao Governo do Pará, conseguindo assim uma renda extra durante a pandemia.

O membro da Comissão de Trabalho do programa, Fábio Larêdo, explicou que muitas famílias viram a iniciativa como uma forma de se manter no mercado, já que a necessidade de isolamento social diminuiu o fluxo de pessoas em todos os âmbitos, afetando diretamente a movimentação financeira.

A equipe da Seplad aprovou o andamento do programa, que gera ocupação e garante proteção às pessoas“Em cada atelier que entramos tivemos uma enorme felicidade, pois percebemos que são famílias inteiras trabalhando, ou até mesmo mais de uma família sendo beneficiada pela produção de máscaras. Algumas pessoas que antes produziam roupas de festa se viram sem trabalho diante da falta de encomendas. Agora, já estão com bastante trabalho novamente”, ressaltou Fábio Larêdo.

Renda extra - Regina Lima é umas das costureiras participantes do programa. Ela é dona de um pequeno ateliê, localizado no bairro do Benguí, em Belém, e contou que já não sabia mais o que fazer quando as encomendas começaram a cair. Além dela, trabalham no local as duas filhas e uma funcionária. “Eu estava muito preocupada, porque aqui é o nosso ganha pão. Foi aí que um amigo da Igreja que eu frequento mandou um link com informações do programa. Imediatamente me inscrevi, fui selecionada e iniciei a produção. Agora é só alegria, tanto em ter essa renda extra, quando em saber que estamos contribuindo para a saúde de todos”, disse a costureira, que já vendeu mais de mil máscaras ao governo.

Mais de 200 mil máscaras estão sendo produzidas, para entrega na Região Metropolitana e também no interiorAlém da capital paraense, as máscaras já estão sendo distribuídas nos municípios de Ananindeua, Marituba e Benevides, todos na Região Metropolitana de Belém, em locais com grande movimentação de pessoas, como feiras, filas de bancos, paradas de ônibus e portas de estabelecimentos comerciais.

A titular da Seplad, Hana Ghassan, enfatizou que o momento é delicado e necessita de ações assertivas para a proteção de todos, tanto na área de saúde, quanto na de economia. “Nosso objetivo está sendo alcançado. O programa veio para ajudar famílias e pequenos negócios, além de proteger a saúde da população, e assim evitar a disseminação da Covid-19 no Estado. As máscaras estão sendo distribuídas inicialmente em Belém e outros municípios da Região Metropolitana, mas em breve a entrega vai se estender para as demais regiões do Estado”, garantiu Hana Ghassan.